quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Capacitação no cultivo de uva

A viticultura em ambiente protegido foi o tema de uma Tarde de Campo realizada nesta terça-feira (14), a partir das 14h, na propriedade do agricultor Pedro Brandelli, na localidade Oito da Graciema, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves.

Durante a tarde, os agrônomos da Embrapa, Jair Costa Nachtigal e Henrique Pessoa dos Santos, repassaram informações sobre manejo do dossel vegetativo (copa e cacho) e aspectos gerais da implantação da plasticultura.

O agrônomo da Emater/RS-Ascar, Enio Todeschini, explica que apesar dessa tecnologia ser usada há cerca de 10 anos na região e já contar com uma área cultivada de mais de 100 hectares, principalmente de uva de mesa, ainda é considerada nova, suscita dúvidas e requer estudos e pesquisas.

A Tarde de Campo, promovida pela Emater/RS-Ascar, Embrapa, Sebrae e Secretaria da Agricultura de Bento Gonçalves, foi o segundo encontro do grupo nesta safra e terá continuidade no inverno de 2011, quando irá abordar a poda seca.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Café é responsável pela maior parte do faturamento de US$ $ 6,1 bilhões

Exportação do agronegócio em MG bate recorde de janeiro a outubro


A exportação do agronegócio mineiro alcançou recorde de US$ 6,1 bilhões de janeiro a outubro deste ano, resultado que já supera o desempenho de todo o ano de 2008 e de 2009, que também foram recordes de, respectivamente, US$ 5,6 bilhões e US$ 5,9 bilhões. Em outubro, as vendas externas do agronegócio de Minas também alcançaram resultado inédito, alcançando US$ 808 milhões em um único mês. O valor superou o faturamento de agosto de 2010, que até então era o recorde estadual, com US$ 709,5 milhões. Os dados foram divulgados nesta segunda, dia 22, pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, com base em dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Em comunicado, o secretário de Agricultura de Minas, Gilman Viana, informa que os recordes deste ano são resultado da valorização de preços dos produtos agrícolas no mercado internacional e do aumento da participação dos produtos de Minas em outros países. Além do crescimento no faturamento, o Estado também aumentou o volume vendido ao exterior. Segundo ele, o desempenho de Minas superou a média nacional.
O valor das exportações do agronegócio mineiro nos 10 primeiros meses do ano cresceu 33% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os embarques movimentaram US$ 4,6 bilhões. Na quantidade exportada, o crescimento da exportação mineira foi de 14%, ao atingir 5,9 milhões de toneladas de produtos agropecuários enviados ao Exterior.
O café é responsável pela maior parte do faturamento do agronegócio mineiro. As vendas nos 10 primeiros meses deste ano somaram US$ 3,1 bilhões. Um aumento de 34,8% na comparação com o mesmo período de 2009. As exportações de açúcar também se destacaram com um crescimento de 100,1% no faturamento, que atingiu US$ 853 milhões. Com este valor, a açúcar passou a ser segundo produto na pauta de exportações do agronegócio mineiro.
O segmento das carnes - bovina, suína e aves - apresentou um faturamento 16,2% maior, na comparação com os primeiros dez meses do ano passado. O valor comercializado foi de US$ 631,8 milhões. O crescimento dos valores das vendas da carne bovina (20,6%) e de aves (28,2%) compensou a queda do faturamento das exportações da carne suína (-27,7%).
As vendas de madeiras e derivados também têm bom desempenho este ano. De janeiro a outubro o setor movimentou US$ 600,2 milhões. Um crescimento de 79,2% na comparação com os dez primeiros meses de 2009. Além da carne suína, os produtos que tiveram desempenho negativo de faturamento no acumulado de 2010 foram: álcool (-34,1%), farelo de soja (-50,8%), soja em grão (-20,2%), couro (-26,7%) e algodão (-13,9%).

Destilaria deverá monitorar a temperatura nas áreas de corte da cana, por meio de equipamentos específicos

Acordo prevê paralisar corte de cana sob calor excessivo


Trabalhadores
Caso a temperatura ambiente atinja a marca de 37 graus, o corte da cana deve ser suspenso imediatamente
A Destilaria Bernardino de Campos firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) de Bauru (SP), pelo qual se compromete a adotar medidas de prevenção à exposição excessiva dos cortadores de cana-de-açúcar ao calor. A destilaria, localizada em Bernardino de Campos, deve adotar pausas de 15 minutos para o descanso dos trabalhadores, em quatro períodos do dia: uma às 9h15 e outras três durante à tarde - às 12h15, 13h15 e 14h15, respectivamente.

A destilaria deverá monitorar a temperatura nas áreas de corte da cana, por meio de equipamentos específicos, além de manter locais de descanso destinados à recuperação e proteção dos trabalhadores. A empresa se comprometeu a realizar, a cada quatro meses, exames médicos nos trabalhadores que atuam nas frentes de corte da cana, para detectar possíveis distúrbios decorrentes do esforço excessivo.Quando a temperatura atingir 36,5 graus, as atividades devem ser interrompidas imediatamente e a pausa deverá ser de 30 minutos. Caso a temperatura ambiente atinja a marca de 37 graus, o corte da cana deve ser suspenso imediatamente. Se essa temperatura durar mais de meia hora, as atividades deverão ser encerradas no dia.


A Destilaria Bernardino de Campos tem até o dia 30 de janeiro de 2011 para efetivar todas as exigências do acordo e, caso descumpra as determinações do TAC, terá de pagar multa diária de R$ 5 mil por item infringido, valor a ser revertido ao Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).

É o segundo acordo desse tipo feito entre o MPT e usinas paulistas que garante direitos inéditos aos trabalhadores que atuam nas frentes de corte da cana. No fim de setembro, um TAC foi firmado entre o órgão e a Usina Nova América, do Grupo Cosan.

domingo, 21 de novembro de 2010

A liberação foi uma mudança de última hora no projeto discutido durante anos

MT libera área protegida para agricultura e pecuária



Gado
O mapa final definido pelo projeto ignora territórios indígenas
São Paulo - Uma extensão extra de terra de 156 mil quilômetros quadrados, equivalente a uma vez e meia o tamanho de Pernambuco, será liberada para atividades de agricultura e pecuária em Mato Grosso como consequência do projeto de lei do zoneamento ecológico econômico do Estado, aprovado pela Assembleia Legislativa.


O projeto, encaminhado à sanção do governador Silval Barbosa (PMDB), é pivô da mais recente disputa ambiental no País. A repercussão prevista é bem maior que a da lei ambiental aprovada em Santa Catarina no ano passado, que reduziu as áreas de proteção ao longo dos rios, alvo de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), ainda sem resultado.Mudança de última hora no projeto discutido durante anos transferiu para o agronegócio parcelas de florestas, além de áreas de proteção de recursos hídricos e destinadas originalmente à conservação ambiental. O mapa final definido pelo projeto também ignora territórios indígenas já reconhecidos preliminarmente pelo governo federal.

Enquanto o governador recentemente eleito diz que não decidiu se vetará ou não o projeto, o Ministério do Meio Ambiente adianta que, nos termos em que foi aprovado, o zoneamento ecológico econômico de Mato Grosso tem chances remotas de passar pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão máximo de política do setor.
Com isso, os produtores rurais não poderiam se beneficiar da redução da reserva legal de 80% para 50% prevista pelo Código Florestal para áreas de agricultura já consolidada dentro dos limites da floresta amazônica. Grande produtor de commodities, como soja, cana e carne, Mato Grosso tem em seu território três biomas diferentes: Amazônia, Cerrado e Pantanal. política. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Agropecuária sustentam superávit nas exportações brasileiras


O agronegócio vai sustentar em 2010 superávit da balança comercial brasileira pelo décimo ano consecutivo, de acordo com relatório do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Desde 2001, quando o saldo das exportações sobre as importações voltou a ficar positivo, os embarques do setor vêm crescendo a ponto de compensar os déficits dos demais setores com folga.
Depois da queda no superávit registrada ano passado – de 9,82% no agronegócio e de 23,08% no total nacional –, os embarques de produtos do campo voltaram a crescer em 2010. A tendência é que o recorde de 2008, com saldo de US$ 59,99 bilhões, seja superado com tranquilidade. As contas que consideram o período de janeiro a novembro deste ano chegam a um saldo positivo de US$ 58,33 bilhões. O valor é 6,18% maior que o saldo de US$ 54,93 registrado nos 12 meses de 2009 e deve chegar a US$ 62 bilhões no fechamento das contas de 2010.
Segundo a Gazeta do Povo, a expansão dos embarques brasileiros de soja deve ser maior que a registrada nos Estados Unidos. As exportações devem crescer 9,87%, atingindo 31,4 milhões de toneladas, estima o próprio Departamento de Agricultura dos EUA.
Para o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, os números mostram que, mesmo com o real valorizado, “o agronegócio vai bater novo recorde”. A
A cana-de-açúcar vem sendo decisiva para os resultados deste ano, com aumento de 44,6% na receita das exportações de janeiro a novembro. O faturamento do setor sucroalcooleiro com as vendas para o exterior chegou a US$ 12,61 bilhões, ante US$ 8,72 bilhões registrados em igual período de 2009. O setor registrou redução nos embarques de etanol (-31,6%) e ampliação nos de açúcar (+57,6%). Houve ampliação ainda nas exportações de produtos florestais (29,7%), carnes (16,7%), café (31,1%).