quinta-feira, 31 de março de 2011

Agropecuária sustentam superávit nas exportações brasileiras


O agronegócio vai sustentar em 2010 superávit da balança comercial brasileira pelo décimo ano consecutivo, de acordo com relatório do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Desde 2001, quando o saldo das exportações sobre as importações voltou a ficar positivo, os embarques do setor vêm crescendo a ponto de compensar os déficits dos demais setores com folga.
Depois da queda no superávit registrada ano passado – de 9,82% no agronegócio e de 23,08% no total nacional –, os embarques de produtos do campo voltaram a crescer em 2010. A tendência é que o recorde de 2008, com saldo de US$ 59,99 bilhões, seja superado com tranquilidade. As contas que consideram o período de janeiro a novembro deste ano chegam a um saldo positivo de US$ 58,33 bilhões. O valor é 6,18% maior que o saldo de US$ 54,93 registrado nos 12 meses de 2009 e deve chegar a US$ 62 bilhões no fechamento das contas de 2010.
Segundo a Gazeta do Povo, a expansão dos embarques brasileiros de soja deve ser maior que a registrada nos Estados Unidos. As exportações devem crescer 9,87%, atingindo 31,4 milhões de toneladas, estima o próprio Departamento de Agricultura dos EUA.
Para o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, os números mostram que, mesmo com o real valorizado, “o agronegócio vai bater novo recorde”. A
A cana-de-açúcar vem sendo decisiva para os resultados deste ano, com aumento de 44,6% na receita das exportações de janeiro a novembro. O faturamento do setor sucroalcooleiro com as vendas para o exterior chegou a US$ 12,61 bilhões, ante US$ 8,72 bilhões registrados em igual período de 2009. O setor registrou redução nos embarques de etanol (-31,6%) e ampliação nos de açúcar (+57,6%). Houve ampliação ainda nas exportações de produtos florestais (29,7%), carnes (16,7%), café (31,1%).

Green Chicken no Brasil

O Green Chicken será apresentado durante a I Mostra de Sustentabilidade para Hotéis, Restaurantes e Turismo, que acontecerá dentro da Feira Internacional de Produtos e Serviços para Gastronomia, Hotelaria e Turismo (Fistur), de 28 a 30 de março (segunda a quarta-feira), no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo.

Conhecido internacionalmente como Wellness Food, no Brasil será chamado de Green Chicken, alimentação do bem estar. Este conceito surgiu após a necessidade dos adeptos do "fitness" terem passado por anos ingerindo suplementos alimentares, tais como vitaminas e energéticos, como maneira de manterem a boa forma.

A empresa Korin Agropecuária, maior produtora de frangos naturais do Brasil, ou seja, sem aditivos, antibióticos, alimentação sem promotores de crescimento antimicrobianos e anticoccidianos, com alimentação exclusivamente vegetal, produzida em fábrica própria é a parceira do projeto Green Chicken.

Cardápio Orgânico que será servido na feira - Durante o evento os visitantes poderão conferir ao vivo e almoçar no Green Chicken, restaurante oficial da feira, que será montado no Espaço de Gastronomia Orgânica.

Prato Principal: Espeto de Frango Natural Grelhado - Acompanhamentos orgânicos: creme de milho, creme espinafre/polenta mole e polenta assada/massas /nhoque de banana verde. Buffet de Saladas orgânicas. Sobremesa: Frutas da época orgânicas

Durante a feira em ação promocional o cardápio será vendido ao visitante por R$ 20,00, em sistema self service - Idealizado pelo arquiteto Sergio Carramate, da Carramate Arquitetura & Interiores em parceria com o empresário Sérgio Chamma da Orgânicos & Funcionais, o Green Chicken nasce com o propósito de popularizar a alimentação orgânica às classes populares, usando como meio o tradicional, famoso e brasileiro frango com polenta, porém nas versões orgânicas.

De acordo com Sergio Chamma, "o projeto inédito no Brasil deverá aliar o conceito saudável dos produtos orgânicos e funcionais a um restaurante que contribuirá sistematicamente para a melhoria da qualidade de vida do indivíduo por meio da criação de um cardápio com pratos enriquecidos e balanceados, procurando extrair o máximo de seu real valor nutritivo.

A ideia por trás do Green Chicken é também a do resgate das origens, dos valores, que provocará junto aos consumidores uma nova cultura tanto para as famílias, como os jovens, esportistas, naturalistas, formadores de opinião e consumidores em geral que sejam preocupados com seu bem estar fazendo com que a freqüência habitual no restaurante exerça um papel fundamental na mudança de hábitos e cultura de consumo.

Outro conceito do Green Chicken é alimentação funcional e equilibrada, rica em fibras, baixo sódio e colesterol, uma ferramenta capaz de proporcionar ao consumidor uma alimentação que promova a melhoria de sua qualidade de vida e a diminuição dos riscos de doenças geradas por má alimentação ou pelo consumo de alimentos contaminados por agroquímicos e o excesso de produtos industrializados, ricos em conservantes e corantes.

A Proposta do Restaurante Green Chicken.: Frango com polenta brasileiríssimo e tudo orgânico - O Restaurante Green Chicken. terá como seu principal ingrediente o frango natural assado ou grelhado, conforme cardápio desenvolvido, além de outras opções de pratos e acompanhamentos tradicionais da culinária brasileira com ingredientes orgânicos e funcionais. O cardápio foi elaborado por nutricionista e chef de cozinha com larga experiência em gastronomia orgânica e funcional.

Para atingir um maior número de consumidores o Projeto Green Chicken está formatado para operar como franquias em todo Brasil, com sistema de serviço a La carte, cujo ticket médio está previsto para R$ 30,00.

Na proposta estão contemplados somente produtos selecionados, naturais, orgânicos, nacionais que seja comprado de fornecedores locais ou certificados pela operadora. O objetivo principal de acordo com os idealizadores será a construção de uma imagem de comida nutritiva e saudável, ambiente agradável, sistema inédito e preço justo.

Para ressaltar a experiência do arquiteto responsável Sergio Carramate, no layout do restaurante serão aplicadas algumas normas de sustentabilidade para reforço do conceito, utilizando ainda, materiais construtivos renováveis, uniformes feitos com tecidos reciclados e móveis de madeira certificada, entre outras ações.

Para inserir o Green Chicken no campo da responsabilidade social, como forma de preservação ao meio ambiente e à melhoria da qualidade de vida dos indivíduos a operadora adotará uma ONG para ser ícone das campanhas que serão trabalhadas no marketing.

Modelo de Negócio - De acordo com o conceito apresentado, o melhor modelo de empresa será o de franquia por meio de contrato de uso e licenciamento de marca e transferência de know-how cujo principal objetivo será de:
  • Explorar e expandir comercialmente a rede de restaurantes especializada no conceito citado para atuar em locais comerciais.
     
  • Elaborar pratos com produtos orgânicos e funcionais somente de fornecedores certificados na parceria, assim como a venda de produtos criados e desenvolvidos pelo franqueador por meio de venda direta.
     
  • Desenvolver para cada segmento comercial um tipo de loja adequado, ou seja: restaurante, lanchonete, quiosque, projeto temático e assim por diante.
     
  • Despertar a "Consciência Ecológica" dos franqueados e do público consumidor,
     
  • Buscar como franqueados, investidores e empresas segmentadas, fundos de capital de riscos e pessoas ligadas ao setor verde.
     
  • Oportunidades de mercado- Ser a maior rede de franquia de restaurantes de comida saudável e funcional e com a maior variedade de produtos orgânicos e saudáveis do Brasil.
     
  • Poder atender a demanda dos consumidores ávidos por uma alimentação rica, balanceada e de baixo colesterol e níveis de gordura a um preço justo.
     
  • Ser referencial dentro do mercado Food Service, aproveitando o favorável apelo da imagem que os produtos orgânicos e funcionais produzem na mídia e nos consumidores, favorecendo o crescimento do consumo e a melhoria da qualidade de vida dos consumidores.
Criar tendências de mercado e formação de opinião.

Formato das Unidades: Restaurante/Café - Unidades instaladas em ruas de grande movimento comercial, hotéis, flat's, com áreas de 250 a 400m2. O cardápio será completo com serviços variados que irão desde café da manhã, almoço, happy hour e jantar.

Express - Formato para lojas instaladas em praças de alimentação, locais confinados, tais como shopping center, cantinas de hospitais, clubes e escolas, com tamanho reduzido entre 35 e 60m2 com cardápio será composto com os mesmos ingredientes, mas em formato de pratos combinados com valores reduzidos a fim de atender a demanda do público adepto ao fast food.

Eventos & Catering - Inicialmente até que se componha o número necessário de unidades para a implantação da cozinha central, este serviço fará parte, exclusivamente, da unidade piloto, que contará com o apoio de uma equipe extra para atender festas, buffets, serviços de catering para shows internacionais e eventos ligados a área de sustentabilidade.

Delivery - Cada unidade implantada possuirá seu próprio sistema de entregas em domicílio com área de abrangência e pratos diferenciados do cardápio, focando mais a linha de fast food.

Marketing - O sucesso do empreendimento virá por meio da somatória de vários fatores, tais como atmosfera mágica, ambiente agradável, comida muito gostosa, preço justo e serviço perfeito. Um plano de mídia foi desenvolvido junto com os parceiros do projeto, com ações que irão variar desde um programa de fidelidade até a participação do restaurante em revistas e outros veículos de propaganda. Para isto já esta previsto no orçamento a cobrança de uma taxa de promoção e marketing para ser utilizada na divulgação da casa.

Assessoria de Imprensa e Comunicação Institucional também está contemplada no projeto, o que deverá gerar mídia espontânea e consolidar a imagem e a marca Green Chicken junto aos formadores de opinião e consumidores.

Qualidade nos Serviços - Sistema de aperfeiçoamento de qualidade- O projeto contempla o sistema APPCC (análise dos principais pontos críticos e conflitantes), onde são identificados os principais pontos críticos e as técnicas de controle a serem aplicadas para corrigir o problema.

Oportunidades de Investimento - O restaurante Green Chicken é uma ótima oportunidade de negócio por se tratar de um sistema ainda inédito não só no Brasil, mas em todo o mundo por causa do seu formato, tipo frangaria. Logo após sua inauguração poderemos contemplar o retorno de seu sucesso por meio dos comentários em toda a mídia local e internacional.

Por isso, em termos de investimentos se torna tão atrativo, uma vez que seu retorno se dará em menor tempo previsto do que na maioria dos outros restaurantes.

Para conhecer mais sobre o Restaurante Green Chicken durante a Fistur, na I Mostra de Sustentabilidade para Hotéis, Restaurantes e Turismo. Palestras e workshops da I Mostra de Sustentabilidade. Os palestrantes são profissionais conhecidos no mercado e vão abordar temas atuais e de grande interesse da população As apresentações, com duração média de 45 minutos, vão acontecer nos auditórios do Palácio das Convenções do Anhembi, com entrada franca.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Leite orgânico eleva renda do produtor

Produzido em sistema diferente do processo habitual, representa uma fonte de renda alternativa para o agricultor. É uma variedade da bebida tradicional sem resíduos químicos a preços atrativos, porém com os mesmos valores nutritivos do convencional. 

“A mudança do sistema produtivo pode ser bastante positiva, já que estudos mostram que o leite orgânico é valorizado no mercado e o preço chega a ser 50% maior do que o convencional em algumas regiões”, explica o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), João Paulo Guimarães Soares, zootecnista da unidade Cerrados da Embrapa, no Rio de Janeiro. O valor pago pelo leite convencional é de R$ 0,80 por litro enquanto com o leite orgânico o produtor pode ser remunerado com até R$ 1,20 por litro. 

A produção de leite no sistema orgânico ainda é em pequena escala (a média diária varia entre oito e dez litros). Isso acontece porque existirem poucos produtores certificados no Brasil, adequados à Lei 10.831 e à Instrução Normativa nº 64 do Ministério da Agricultura. Os custos de produção são menores, pois o produtor usa menos insumos. Esse sistema evita a utilização de máquinas agrícolas, trabalha com plantio direto e compostos orgânicos, porém, exige mão-de-obra maior e mais qualificada. 

Para adotar o sistema orgânico de produção é necessário ter, no mínimo, um período de 12 meses de manejo sustentável necessários para a conversão, principalmente das pastagens. Somente depois desse período, o produto é considerado orgânico. 

Pesquisa 

Para desenvolver e fortalecer a cadeia produtiva do leite orgânico foi implantada uma rede de pesquisa interinstitucional coordenada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Embrapa Cerrados integra o grupo que planeja investimentos de R$ 1 milhão em pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias de fomento à cadeia produtiva. 

Uma das pesquisas na Embrapa Cerrados relacionada a esse projeto é o estudo sobre a produção de biomassa de forragem para sistemas agroecológicos de leite no bioma Cerrado. A pastagem será avaliada durante três anos e não será utilizado nenhum insumo químico. As fontes de adubo são substituídas por fontes naturais e o sistema de pasto é do tipo rotativo. 

As pastagens foram instaladas na sede da Embrapa Cerrados, localizada em Planaltina (DF), e também na escola agrícola do município de Unaí (MG), que possui um projeto ligado a pequenos agricultores. O estudo das pastagens levará 36 meses. Em seguida, serão avaliadas as condições do pasto e, por fim, validada a pesquisa junto aos produtores do DF e entorno. O projeto de agricultura orgânica é direcionado aos pequenos agricultores, responsáveis por quase 60% de toda a produção de leite do país.

Mais Alimentos e Agricultura Familiar garantem espaço na Agrobrasília

O coordenador do Programa Mais Alimentos, Hercílio Matos, recebeu nesta quarta-feira (23) o secretário de Agricultura do Distrito Federal, Lúcio Valadão, o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/DF), Reinaldo Pena Lopes, e os coordenadores da feira Agrobrasília, Ronaldo Triacca e Carlos Vitor Silva, para definir a participação do Mais Alimentos na quarta edição do evento. 


Além da participação do Mais Alimentos, foram discutidos a exposição de máquinas agrícolas para visitação dos agricultores familiares na feira e a elaboração de uma agenda para os representantes dos países africanos que assinaram o acordo Mais Alimentos África.

Estiveram presentes, também, na reunião, o  coordenador do espaço Agricultura Familiar na Agrobrasília, Ricardo Luz, e o extensionista da Emater/DF, Lucio Flávio da Silva.

terça-feira, 29 de março de 2011

Leite orgânico eleva renda do produtor

Produzido em sistema diferente do processo habitual, representa uma fonte de renda alternativa para o agricultor. É uma variedade da bebida tradicional sem resíduos químicos a preços atrativos, porém com os mesmos valores nutritivos do convencional. 

“A mudança do sistema produtivo pode ser bastante positiva, já que estudos mostram que o leite orgânico é valorizado no mercado e o preço chega a ser 50% maior do que o convencional em algumas regiões”, explica o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), João Paulo Guimarães Soares, zootecnista da unidade Cerrados da Embrapa, no Rio de Janeiro. O valor pago pelo leite convencional é de R$ 0,80 por litro enquanto com o leite orgânico o produtor pode ser remunerado com até R$ 1,20 por litro. 

A produção de leite no sistema orgânico ainda é em pequena escala (a média diária varia entre oito e dez litros). Isso acontece porque existirem poucos produtores certificados no Brasil, adequados à Lei 10.831 e à Instrução Normativa nº 64 do Ministério da Agricultura. Os custos de produção são menores, pois o produtor usa menos insumos. Esse sistema evita a utilização de máquinas agrícolas, trabalha com plantio direto e compostos orgânicos, porém, exige mão-de-obra maior e mais qualificada. 

Para adotar o sistema orgânico de produção é necessário ter, no mínimo, um período de 12 meses de manejo sustentável necessários para a conversão, principalmente das pastagens. Somente depois desse período, o produto é considerado orgânico. 

Pesquisa 

Para desenvolver e fortalecer a cadeia produtiva do leite orgânico foi implantada uma rede de pesquisa interinstitucional coordenada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Embrapa Cerrados integra o grupo que planeja investimentos de R$ 1 milhão em pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias de fomento à cadeia produtiva. 

Uma das pesquisas na Embrapa Cerrados relacionada a esse projeto é o estudo sobre a produção de biomassa de forragem para sistemas agroecológicos de leite no bioma Cerrado. A pastagem será avaliada durante três anos e não será utilizado nenhum insumo químico. As fontes de adubo são substituídas por fontes naturais e o sistema de pasto é do tipo rotativo. 

As pastagens foram instaladas na sede da Embrapa Cerrados, localizada em Planaltina (DF), e também na escola agrícola do município de Unaí (MG), que possui um projeto ligado a pequenos agricultores. O estudo das pastagens levará 36 meses. Em seguida, serão avaliadas as condições do pasto e, por fim, validada a pesquisa junto aos produtores do DF e entorno. O projeto de agricultura orgânica é direcionado aos pequenos agricultores, responsáveis por quase 60% de toda a produção de leite do país.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Agricultura Familiar tem investimentos de R$ 10 milhões em Alto Paraiso/RO

Focado na assistência técnica nas propriedades rurais, na melhoria de renda do produtor, com trabalho integrado e planejado entre a secretaria municipal de agricultura, Emater e Agência Idaron, o município de Alto Paraiso, vem obtendo excelentes resultados na produção agrícola consorciada, com investimentos do Banco da Amazônia no valor de R$ 10 milhões na safra 2010/2011. 

O produtor rural, Paulo Cezar Mathias, fornece á uma rede de supermercado de Porto Velho, 70 caixas de limão taíti por semana cultivados e irrigados numa área de 2 hectares. Também cultiva, produz e comercializa 30 caixas de maracujá semanalmente, consorciando com melancia, abóbora e mamão em três hectares de lavouras cultivadas, que no período das secas são irrigadas por meio de gotejamento.

Leite, arroz e café

Os 5 mil pequenos produtores rurais de Alto Paraíso, estão produzindo 40 mil litros de leite/dia, com uma previsão de colher entre 45 e 50 mil sacas de arroz e 100 mil sacas de café do tipo Conilon. Segundo o secretário de agricultura do município Antônio Francisco (Toninho), este município está passando da fase do extrativismo da madeira e do garimpo, criando uma nova identidade que tem como base Agricultura Familiar.

O comércio local é forte e gira em torno do que é produzido no campo. Cada produtor de leite recebe todos os meses em média entre 750 e 1.000 reais, adquirindo materiais de construção e eletrodomésticos nas lojas locais. Nas propriedades rurais, o conforto é visível, nas residências com boa qualidade de vida, televisão, geladeira, fogão a gás e outros benefícios destes tempos modernos, como ar condicionado e ventiladores.

O prefeito Romeu Reolon (PMDB) segue a filosofia do governador, Confúcio Moura (PMDB), de “valorizar o pequeno produtor, para que ele trabalhe ganhe seu dinheiro e viva bem em sua propriedade.” É verdade, em Alto Paraiso a inadimplência é praticamente zero, entre os produtores que recebem financiamentos entre 80 e 130 mil reais, na linha do PRONAF.

Despachante rural

São das iniciativas simples que nascem as soluções para os problemas complexos. O secretário de agricultura de Alto Paraíso (Toninho), diante das dificuldades dos produtores rurais em reunir documentos para conseguir financiamentos decidiu criar a figura do “despachante rural.” Treinou um funcionário que retira nos órgãos municipal, estadual e federal, as certidões que a instituição financeira exige para liberar os recursos.

A maioria dos produtores rurais desistia diante da burocracia. Os mais insistentes às vezes levavam seis meses para conseguir reunir a papelada. Agora o agricultor vai à secretaria, enquanto “despachante rural” busca as certidões necessárias, o técnico agrícola faz o levantamento na propriedade, o engenheiro agrônomo prepara o projeto que é impresso ali mesmo na secretaria, em 30 dias o produtor tem o dinheiro liberado no banco. 

Essa agilidade possibilita que o produtor rural tenha acesso aos programas de incentivo a produção dos governos federal e estadual. A proposta é triplicar a produção em três anos, incentivando também a criação de pequenos animais e hortifrutigranjeiros.

Emendas

Com recursos de emendas parlamentares do secretário de agricultura do Estado, Anselmo de Jesus, da ex-senadora Fátima Cleide (PT), Ernandes Amorim (PTB), Marinha Raupp (PMDB) e Eduardo Valverde (PT) totalizando 1,5 milhões de reais, já em processo de licitação para aquisição de equipamentos e melhoria na infraestrutura.

domingo, 27 de março de 2011

Frente Parlamentar fortalece assistência técnica para agricultura familiar

Este é um dos objetivos da Frente Parlamentar da Assistência Técnica e Extensão Rural, instalada na manhã desta quarta-feira (23) em Brasília (DF), em solenidade realizada no auditório Nereu Ramos do Congresso Nacional. A Frente é formada por 192 parlamentares.

Durante o encontro, a secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Márcia Quadrado, destacou os avanços da assistência técnica para a agricultura familiar nos últimos oito anos, que culminaram com a aprovação da Lei Geral de ATER, em vigor desde 2010. “Essas políticas foram criadas e constituídas graças a um trabalho do Governo Federal e do Parlamento em conjunto com as organizações da sociedade civil”, lembrou a secretária.

Desde 2003, quando o MDA assumiu a gestão das políticas públicas de ATER, o número de produtores familiares atendidos era de 160 mil. Em 2009, o número chegou a 1,9 milhão. “A consolidação e a institucionalização desta política em 2010, através da Lei Geral de ATER, criou condições para o desenvolvimento de um serviço continuado com foco na efetividade e em seu resultado”, ressaltou Márcia Quadrado. A secretária afirmou que a consolidação da Lei, aliada a outras políticas públicas do Ministério, é importante para o esforço conjunto de governo e sociedade para erradicar a extrema pobreza no País.

A Lei Geral de ATER, definiu que a prestação dos serviços seja feita por meio de chamadas públicas. Desde sua implantação,foram realizadas 156 chamadas públicas para atender agricultores familiares, mulheres, indígenas e quilombolas. Hoje, mais de 450 entidades de ATER estão credenciadas no MDA para participar do processo de seleção.

Qualidade de vida no campo 
O diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Argileu Martins da Silva, afirmou que as ações da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para Agricultura Familiar (Pnater), instituída pela Lei Geral de ATER, garante a melhoria da vida no campo. “Vivemos um momento onde a transferência de tecnologia e a modernização do campo permitem ao Brasil aumentar a produção e garantir a segurança alimentar.”

O coordenador para a implantação da Frente Parlamentar, deputado Zé Silva (PDT/MG), destacou que um dos objetivos da Frente é ampliar e fortalecer as ações de assistência técnica e extensão rural. “O propósito da Frente é servir de elo entre o Congresso, a sociedade e o executivo, permitindo que demandas sejam atendidas ao mesmo tempo que se coloca este debate na pauta nacional”.

sábado, 26 de março de 2011

Agricultores Familiares têm perdas abaixo de 1% na Safra 2010/2011

As Comunicações Ocorrência de Perdas (COP) feita por agricultores a bancos e agentes financeiros do Programa Nacional de Fortalecimento da agricultura Familiar (Pronaf) até o momento é de apenas 0,7% na safra 2010/2011.

Os comunicados são obrigatórios para os agricultores familiares interessados em obter os recursos do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf) e o resultado está bem abaixo da expectativa e da média histórica. Para o coordenador do Seaf na Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA),José Carlos Zuckowski  o percentual de segurados que comunicaram perdas vem caindo. Na safra 2005/2006 os comunicados de perda representaram 26%; No ano agrícola 2008/2009 foram 7,6% e na safra seguinte, 2009/2010, foram de 2,4%. “Até o momento, o índice de 2010/2011 é de cerca de 0,7%”.

O Seaf é um seguro multirrisco e opera em todo o país. Cobre estiagem, chuva excessiva, granizo, geada, ventos fortes, variação excessiva de temperatura e outros. Com um valor segurado total da ordem de R$ 4,5 bilhões, o Seaf contabiliza mais de 500 mil empreendimentos segurados a cada ano agrícola.

Segundo Zukowski, apesar da ocorrência de estiagem forte no extremo sul, atingindo a metade meridional do Rio Grande do Sul, e de chuvas excessivas em diversos lugares do País, pouco mais de três mil pedidos de indenização foram apresentados. “Se não houver surpresas no clima até o fim do ano, o número de pedidos de indenização será bem menor que os 12 mil registrados na safra passada. Mas, ainda está em curso a safra e é preciso aguardar os resultados do Nordeste, da safrinha e da safra de inverno no Sul”. Zukowski explica, ainda, que o grande volume de contratações do Seaf se verifica na safra de verão, que já está praticamente toda colhida ou em fase de colheita.

Nesses dois últimos anos, a quase totalidade dos agricultores familiares não precisou recorrer ao Seaf. Na safra 2009/2010, dos 529 mil agricultores segurados, mais de 516 mil tiveram boa colheita. E nos locais que foram atingidos por secas, granizo, chuvas excessivas, entre outros, o seguro foi importante para manter o agricultor na atividade rural. O coordenador avalia que os agricultores segurados têm obtido bons resultados em suas lavouras. “A agricultura familiar desenvolve atividades técnica e economicamente viáveis e vem desempenhando um papel cada vez mais importante na produção de alimentos”.

Dados do Censo Agropecuário 2006 do IBGE mostram que a agricultura familiar responde por 70% da produção de feijão, 46% do milho, 34% do arroz, 87% da mandioca, 21% do trigo, 58% do leite, 50% de aves e 59% de suínos. No total, incluindo itens não alimentares, responde por 38% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário.

Viabilidade

O desempenho de um seguro agrícola depende muito do clima, mas depende também de outros fatores críticos. O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF), tem implementado nos últimos anos políticas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e oferecido novas linhas de financiamento para melhorar as condições de produção desses pequenos agricultores. Também têm sido desenvolvidas ações voltadas para a gestão do Seaf, envolvendo condições de cobertura (tecnologias, locais e épocas adequados); operacionalização; capacitação de agentes, com mais de três mil técnicos qualificados; e supervisão, visando a sustentabilidade técnica e financeira do seguro.

Além disso, o zoneamento agrícola de risco climático vem sendo ampliado e aprimorado a cada safra, em articulação com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em 2004, havia sete culturas zoneadas e, atualmente, já são 40 culturas.

Para Zukowski, “essas ações são fundamentais para evitar perdas e controlar a sinistralidade”. O resultado é que o SEAF vem operando com indicadores compatíveis com as referências internacionais do mercado de seguro rural. “Nunca se sabe com certeza como será o clima na próxima safra. É preciso poder contar com um seguro agrícola como o SEAF, que oferece segurança para o agricultor familiar investir na sua produção”, destaca Zukowski.

SEAF

São cobertas pelo SEAF as operações de custeio agrícola até 100% do valor financiado e até 65% da Receita Líquida Esperada do Empreendimento (RLE), limitado a R$3.500,00. A indenização será proporcional à perda e só podem ser indenizadas aquelas que forem  maiores do que 30% da RLE.

Os agricultores também podem acessar o seguro para as parcelas de crédito de investimento do Pronaf. O SEAF Investimento é facultativo e é formalizado no momento em que o agricultor contrata financiamento do custeio agrícola. No caso do seguro de investimento, pode ser amparado, em cada operação, o valor correspondente a diferença entre 95% da Receita Bruta Esperada do Empreendimento (RBE) até o máximo de R$5.000,00.

domingo, 20 de março de 2011

Merenda escolar garante renda familiar a agricultores mineiros

O dinheiro que ela e o marido Gilberto Veríssimo conseguiam era pouco para arcar com todas as necessidades familiares. “Era uma vida muito difícil”, lembra a agricultora. Mas desde que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) foi implantado no município, a renda da família de Ednalda dobrou.

Em 2010, o Instituo Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Minas Gerais (Incra/MG) autorizou 481 famílias de agricultores familiares a acessarem a um total de R$4,3 milhões pelo PNAE.

Atualmente, a família de Ednalva produz leite, queijo e legumes para as escolas municipais e estaduais de Varzelândia. Com o aumento na renda familiar, Edinalva construiu o banheiro de sua casa e realizou o sonho de comprar uma geladeira. Assim como ela, mais de 40 agricultores do município têm aumentado sua renda ao comercializar seus produtos para as escolas locais, por meio do PNAE. De acordo com a extensionista de bem-estar social da Empresa Mineira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/MG) Maria Geralda Araújo, desde julho de 2010, o programa tem beneficiado os agricultores da região. 

Para que os pequenos produtores possam comercializar a produção por meio do PNAE, é apresentado um projeto, feito em parceria com a Emater e assinado um contrato entre o agricultor e a escola. Atualmente, todas as escolas municipais e algumas estaduais têm comprado alimentos para a merenda escolar provenientes da agricultura familiar. 

Para o presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais de Varzelândia, Élcio Ferreira, a participação dos agricultores no programa “trouxe uma grande melhoria não só para quem vende, mas para a economia de todo o município”. Desde a implantação do programa na cidade, a cooperativa tem fornecido leite para as escolas da região.

Segundo Élcio, antes do Programa, não havia mercado para todos os pequenos produtores de leite locais. Com a comercialização para as escolas, os agricultores têm mais segurança e passaram usar o dinheiro da venda para ampliar a produção, com a compra de mais vacas e a melhoria do pasto. 

De acordo Maria Geralda, a próxima chamada pública para realizar o contrato entre produtores e escolas deve ocorrer no início do segundo semestre. Para participar é necessário que o agricultor possua o Cartão do Produtor. Os assentados devem apresentar ainda a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).

A Lei nº 11.947/2009, determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para alimentação escolar na compra de produtos da agricultura familiar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Bahia vai comprar produtos da agricultura familiar para alimentação escolar

Os produtos adquiridos serão destinados a escolas da rede estadual pública de ensino inscritas no Programa Estadual de Alimentação Escolar. Acesse o edital no portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Para participar do edital os empreendimentos devem primeiro se credenciar no site da Secretaria Estadual de Educação (SEC), por meio de formulário eletrônico. Depois, é necessário fazer o cadastro para ser incluído no quadro de fornecedores do Estado no site do ComprasNet.

Com a chamada, serão adquiridos nove gêneros alimentícios da agricultura familiar para a alimentação escolar: farinha de mandioca, feijão, leite em pó, manteiga, mel, fubá de milho, milho para mungunzá, floco de milho e leite achocolatado em pó.

Para o diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor (Degrav) da SAF/MDA, Arnoldo de Campos, com a Lei da Alimentação Escolar os agricultores estão conseguindo inserir seus alimentos no mercado consumidor, agregando valor aos produtos e, com isso, ampliando a renda familiar.

A Lei nº 11.947/2009, determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para alimentação escolar na compra de produtos da agricultura familiar. De acordo com levantamento realizado pelo FNDE em 2010 a Bahia  possui, aproximadamente, 65 municípios que já adotaram a Lei da Alimentação Escolar. Dos 30% do repasse do FNDE para compra de alimentos da agricultura familiar, R$ 25 milhões foram destinados à Secretaria de Estado da Educação da Bahia em 2010.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Inscrições abertas para MBA em Agronegócios na Antonio Meneghetti Faculdade

O MBA Business Intuition & Agronegócio está com inscrições abertas na Antonio Meneghetti Faculdade (AMF), no Rio Grande do Sul. As aulas iniciam em 29 de abril e serão oferecidas, em sua maioria, na sede da Instituição, que está localizada no interior do Rio Grande do Sul, no município de Restinga Seca. Uma parte das lições, 20%, se realizará em São Paulo (SP) na sede da organização internacional que é mantenedora da Faculdade, a FOIL. 
Este MBA vem para atender a demanda por especializações voltadas para o setor de Agronegócios notada entre empreendedores rurais, produtores, administradores e gerente de propriedades. O quadro de disciplinas inclui áreas tão diversas quanto Desenvolvimento do Agronegócio na História Econômica Brasileira, Interesses Internacionais e Realidade Brasileira, Gestão da Qualidade, Ambiental e Sustentabilidade, até Biotecnologia, Ciência e Desenvolvimento.
A equipe de professores reúne nomes de peso do setor, entre ex-ministros, dirigentes de entidades e pesquisadores que ajudam a construir internacionalmente o pensamento sobre a economia do agronegócio. Conta ainda com grandes empreendedores rurais que trarão para os alunos o conhecimento adquirido na prática do dia a dia associada às pesquisas por eles também realizadas em grandes universidades. Fazem parte desta lista, o ex-Ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli; o ex-Ministro Interino do Planejamento e Coordenação Geral, Ministro da Indústria e do Comércio, Ministro de Minas e Energia, e Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, M.V. Pratini de Moraes; e o Professor Doutor de Estado pela Universidade de Paris Panthéon-Sorbonne, consultor empresarial e articulista de alguns dos maiores jornais brasileiros, Denis Rosenfield.
Ainda entre os professores, estão representantes de grandes entidades do setor agropecuário, tais como o Diretor Executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Marcio A. Portacarrero e o vice-presidente de Finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Ademar Silva Júnior, que também preside o Conselho Administrativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do MS. Também fazem parte deste grupo, o doutor em Metereologia pela Universidade de Winsconsin (EUA) e ex-diretor de Ciências Espaciais e Atmosféricas e pesquisador titular III do Instituto Nacional de Pesquisas, Luiz C. B. Molin, e o e o Diretor Comercial da Agência de Desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, João Pedro Cuthi Dias.
As aulas são realizadas em módulos mensais, de sexta-feira a domingo. Além das disciplinas previstas para acontecerem no Rio Grande do Sul e em São Paulo, está programado um módulo internacional optativo no qual os estudantes terão contato, no exterior, com experiências empresariais de sucesso.
Saiba mais
Faculdade gaúcha com jovem história, a Antonio Meneghetti Faculdade vem fortalecendo a atuação no âmbito da pós-graduação lato sensu desde sua fundação em 2008. As duas edições anteriores do MBA Business Intution, que se dedicaram ás área do Empreendedorismo, alcançaram resultados capazes de, por si só, recomendarem os cursos que iniciam neste semestre. Foram turmas compostas em 60% por empresários de grandes e médias empresas, e 21% profissionais de alta direção de grandes empresas. Os segmentos de atuação destes alunos são diversificados, constituindo-se em executivos e dirigentes atuantes em Serviços, Indústria, Agronegócios, Tecnologia da Informação, Construção Civil, Comércio e Logística. Um dado interessante é que 27% dos alunos abriu um novo negócio próprio durante a realização do curso.
Como diferencial, os MBAs da AMF oferecem ainda o fato de serem os únicos no Brasil a incluírem em sua grade curricular disciplinas relacionadas à formação ontopsicológica de líderes empresariais. Trata-se de uma metodologia científica e internacional que é pesquisada hoje em tradicionais universidades e centros de pesquisa da Rússia, Itália, Ucrânia, Letônia e China, além de ser aplicada em consultoria empresarial e por empresários de todo o mundo.
Serviço
O que? MBA Business Intuition & Agronegócios
Quando?
Início das aulas: 29 de abril de 2011
Duração do curso: 2 anos em módulos mensais. 
Onde? Campus da Antonio Meneghetti Faculdade, localizado no distrito Recanto Maestro, município de Restinga Seca – RS. Cerca de ¼ das aulas será realizado na cidade de São Paulo.  
Informações? www.faculdadeam.edu.br

Agronegócio paulista exporta US$ 1,27 bilhão em janeiro

As exportações do agronegócio paulista atingiram US$ 1,27 bilhão em janeiro. Comparado com o mesmo mês de 2010, o crescimento foi de 11,4%, de acordo com estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Como as importações aumentaram bem mais (42,3%), para US$ 740 milhões, o saldo comercial encolheu para US$ 530 milhões (14,5% menos do que o de janeiro de 2010). 
As importações paulistas nos demais setores somaram US$ 4,91 bilhões, enquanto as exportações ficaram em US$ 2,06 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$ 2,85 bilhões.
– Assim, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho dos agronegócios Estaduais, cujos saldos ainda se mantiveram positivos mesmo que decrescentes – dizem os pesquisadores José Roberto Vicente e José Sidnei Gonçalves, do Instituto de Economia Agrícola.
A participação das exportações do agronegócio paulista no total das vendas externas do Estado cresceu 1,7 ponto percentual.  Já a participação das importações aumentou 1,5 ponto. Em relação ao agronegócio brasileiro, as exportações setoriais de São Paulo representaram 23,6%, ou seja, 3,2 pontos percentuais a menos que no mesmo mês de 2010. Já as importações representaram 32,7%, também 1,7 ponto percentual inferior à participação verificada no ano passado.
No agronegócio brasileiro, as exportações cresceram 26,3%, para US$ 5,38 bilhões, em relação a janeiro do ano anterior. Já as importações do setor subiram 49,7%, para US$2,26 bilhões. Assim, o superávit do agronegócio nacional foi de US$3,12 bilhões (13,5% superior ao de janeiro de 2010).
– Portanto, o desempenho do agronegócio sustentou a balança comercial brasileira, uma vez que os demais setores, com exportações de US$ 9,83 bilhões e importações de US$12,53 bilhões, produziram no período um déficit de US$ 2,70 bilhões – concluem os pesquisadores do IEA.

São Paulo sedia feira de negócios tecnologia agrícola e pecuária

A Agrovia, Feira de Negócios Tecnologia Agrícola e Pecuária, que mudou de nome nesta terceira edição devido a seu grande crescimento e diversificação, chega esse ano com novas propostas, força e potencializando ainda mais o seu objetivo principal de participar do desenvolvimento do agronegócio nacional, especialmente promovendo e difundindo a produção rural das regiões sul e sudoeste do Estado de São Paulo. A terceira edição ocorrerá na cidade de Itapeva - SP, a 270 km da capital paulista, de 6 a 9 de abril, na Fazenda São Paulo. 
Segundo Grace Caribe, diretora da Live & Motion, empresa responsável pela organização do evento, esse ano a Agrovia trará melhorias como, uma nova planta, desenhada para aproveitar melhor os 145 mil2 de área do recinto Edmundo Maluf, em que a feira é realizada, contará com novas ruas, estacionamento mais amplo, novas entradas e avenidas periféricas para melhor acesso do publico, dos expositores e das máquinas pesadas e tratores. Ainda estão previstos novos pavilhões que abrigarão exposições de gado, de suínos, caprinos, torneio leiteiro e julgamento de gado nelore ranqueado. A Agrovia tem como prioridade o conteúdo técnico e transferência de novas tecnologias para preparar o produtor/agricultor da região para o crescimento do setor, portanto dedica-se a montar uma agenda de eventos paralelos ás exposições que inclui: palestras técnicas com professores e autoridades ligadas ao agronegócio, destacando para a agenda de 2011 a presença de Roberto Rodrigues (coordenador do centro de agronegócios da FGV e presidente do Conselho do Agronegócio da Fiesp), que abrirá a programação da Agrovia 2011 com a palestra "Perspectiva do Agronegócio Brasileiro". 
Os eventos paralelos ainda contam com caminhões e estações de pesquisas, divulgação de projetos e resultados de novos negócios e tecnologias, demonstração de equipamentos: tratores, máquinas, colheitadeiras, dinâmicas, demonstrações de campo, pulverização aérea, e de agricultura de precisão e test drive de carros e motos. 
Para esse ano a feira espera receber mais de 20 mil pessoas nos quatro dias de evento, 20 % mais que no ano passado, que contou com a presença de 17 mil visitantes de diferentes estados brasileiros, bem como Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. 
Interessada em explorar e movimentar ainda mais esse promissor segmento, a fazenda São Paulo, realizadora do evento há três anos, trabalha em parceria com a prefeitura de Itapeva, de maneira inovadora e visionária gerando assim excelentes resultados em um curto espaço de tempo e trazendo negócios e resultados concretos através da Agrovia para toda a região. O acontecimento já é reconhecido como o maior e mais estruturado evento agropecuário desta região do Estado, e nacionalmente é considerado um dos mais importantes do setor, com incrível potencial de crescimento, já que o agronegócio movimenta anualmente, em todo território nacional, aproximados R$ 23 bilhões. 
As régiões sul e sudoeste do Estado de São Paulo são altamente produtivas: grande produtora de milho, trigo, soja, feijão, laranja, tomate, café, dentre outros produtos que as transformam no maior potencial diversificado agrícola do Brasil. 
Na Agrovia 2010, mais de 185 empresários do agronegócio, de distintos segmentos, tiveram a oportunidade de conhecer e apresentar novas tecnologias, lançamentos pertinentes ao setor, por meio de exposição, demonstração e palestras técnicas e para 2011, já estão previstas mais de 200 empresas. A organização registrou em 2010 um aumento de 50% nos negócios gerados pela feira, em relação a edição de 2009. Para 2011, espera-se um aumento de cerca de 30 % nos negócios a serem gerados pela feira. Esses números demonstram o potencial e o crescimento da região. 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Agricultores familiares aguardam quitação de dívidas do Garantia-Safra


A informação foi transmitida pela Delegacia Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário do Rio Grande do Norte.

O Garantia Safra é uma das principais ações voltadas para proteger o agricultor familiar que sofreu com perda total ou parcial da safra.  Criado em 2002, tem o objetivo de amenizar os efeitos  de estiagem prolongada, fenômeno climático que ocasiona grandes transtornos na região semiárida do Brasil. Como houve perda, provocada principalmente pela seca, os 23.387 agricultores receberão R$ 600,00 cada, divididos em quatro parcelas de R$ 150,00.

O município potiguar com o maior número de agricultores inscritos no Programa é São Tomé, com 1.499. Seguido por São Paulo do Potengi, com 983, e São Miguel do Gostoso, com 905. Os municípios de Acari, Baraúna e Martins são os que apresentaram menor número de adesão, com 31,41 e 41, respectivamente.

Na safra 2010/2011 os relatórios do sistema garantia-safra, quantificam 32.679 agricultores potiguares inscritos.  Caso ocorra seca ou enchente, com perda de 50% ou mais da safra, cada agricultor deverá receber R$ 640,00 em 2012.

Avicultura é alternativa de crescimento para os pequenos no campo

O investimento na avicultura vem sendo uma das alternativas para aumentar a rentabilidade do produtor agrícola. As pequenas propriedades, que encontram dificuldades em aumentar sua produção e seu faturamento em função do seu espaço encontram na avicultura uma forma de potencializar os resultados das propriedades. Isso porque um aviário, que ocupa uma área de 150X30 metros, produz o equivalente a uma propriedade comum de 90 alqueires. “Fazemos essa comparação pois a movimentação financeira que um aviário, que vai desde pintainhos, ração, frango para abate, tratador, manutenção, logística e proprietário, gira em torno de 800 mil reais por ano”, afirma Valmor Ceratto, autor do livro “Visão Prática da Avicultura”, que trabalha há 30 anos com a avicultura e é especialista em gestão estratégica de agronegócios. 

“Além disso, o valor da venda de frangos de corte agrega 220% sobre o valor da venda de grãos, o que potencializa o comércio e faturamento de produtores das mais diversas regiões”, conta. Em um estudo realizado por Ceratto, um lote de 33 mil aves, que equivale a 82.500 kg de frango vivo, consome 148.500 kg de ração em um período de 45 dias e tem um investimento inicial em grãos de 64 mil reais para a alimentação de frangos. O lote, ao ser vendido para a indústria, sai por 205 mil reais. Como são seis lotes ao ano, o produtor recebe, ao final do ano, 1.230 mil reais ao ano com apenas um galpão em sua propriedade. “Esse valor bruto ao ano, mesmo com os descontos de gastos de produção e manutenção, é muito maior do que o seria revertido utilizando esse espaço para produção de grãos”, explica Ceratto.

Vantagens para os municípios

O crescimento do consumo de frango dentro e fora do país tem impulsionado os investimentos na produção avícola, que trazem muitos benefícios tanto para quem investe quanto para os municípios que subsidiam a produção em seus territórios. “É notório o desenvolvimento diferenciado dos municípios que tem a avicultura sobre seu território, transformando os grãos em carne. Essa é a grande função da avicultura: agregar valor aos nossos grãos”, afirma Ceratto. Para os municípios que tem a avicultura em seu território, há um aumento na circulação de recursos dentro do município, há um aumento no número de empregos e a diminuição do êxodo rural. A atividade também melhora o índice de participação de ICMS e aumenta o fundo de participação do município

Produtor também tem outras vantagens ao escolher a avicultura

Além dos benefícios para a cidade que recebe a produção avícola, os produtores que investem na produção de frangos de corte também tem vantagens. A primeira é a diversificação dos investimentos, que permitem maior lucratividade. Além disso, a instalação avícola valoriza a propriedade e ajuda na manutenção da mão de obra, além de produzir adubos a custo mais baixo. “Quem investe em avicultura tem uma renda constante, diferente dos investimentos somente em agricultura. A cada 60 dias, com a saída de um lote de frangos, o produtor recebe sobre o seu trabalho, o que contribui para a continuidade do trabalhador na atividade no campo”, afirma Ceratto.

Programa da Petrobras melhora produtividade da agricultura familiar

A cooperativa de agricultura familiar do município de Irecê, na Bahia, passa a fazer parte do Programa de Estruturação Produtiva Agrícola, desenvolvido pela Petrobras, junto com a subsidiária Petrobras Biocombustível. Para este programa serão investidos R$ 8,6 milhões em projetos para a melhoria das condições do solo de uma área de 23.660 hectares em que trabalham 9.100 agricultores familiares de 63 municípios. O convênio foi assinado nesta terça-feira, 1/3, em Irecê, e contou com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff, do governador do Estado da Bahia, Jacques Wagner, do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e do presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto.       
 
Por meio do Programa Desenvolvimento & Cidadania, a Petrobras aplicará R$ 45 milhões na Estruturação Produtiva Agrícola. O projeto beneficiará 40 mil agricultores familiares, que juntos cultivam 89 mil hectares de terras. Ao todo, são 571 municípios em oito estados dosemiárido brasileiro: Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Espera-se com a implantação deste Programa um aumento de 200 kg por hectare, o que significará um aumento de 35%na produtividade média de grãos. Com a melhoria das condições do solo, o Programa de Estruturação Produtiva Agrícola promove o aumento da produtividade de oleaginosas e espécies alimentares e, por consequência, o incremento da renda do agricultor familiar.
 
Os recursos do Programa de Estruturação Produtiva Agrícola serão aplicados em duas safras na Bahia, num período de dois anos e meio. Nesta primeira etapa, serão investidos R$ 4,37 milhões numa área de 12.153 hectares, atendendo a 4.727 agricultores familiares.
 
Em Irecê, na Bahia, a Cooperativa da Agricultura Familiar do Território de Irecê (COAFTI) se junta a outras três cooperativas parceiras deste projeto: Cooperativa de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar do Estado da Bahia (COOPAF), Cooperativa Mista dos Produtores da Agricultura Familiar (COOMAF) e Cooperativa de Produtores Rurais da Região de Olindina (COOPERO).