A estação mais quente do ano chega ao Estado do Rio Grande do Sul e os produtores devem estar atentos às condições climáticas

As lavouras de arroz poderão sofrer com alguma frente fria, que poderá trazer chuvas fortes e irregulares. Segundo a consultora da Somar Meteorologia, Cátia Valente, a previsão para o Rio Grande do Sul é de um verão com precipitações próximas da média na maior parte das localidades. “Não teremos um verão chuvoso, apenas uma ou outra frente fria entre os meses de janeiro e fevereiro”, salientou.
O verão será influenciado pelo fenômeno La Niña, ao contrário do que ocorreu em igual período do ano anterior, o El Niño. “Aqui no Sul tivemos um verão muito chuvoso e com ondas de calor intenso”, lembrou. Conforme a meteorologista, verões de La Niña são mais chuvosos no centro e norte do Brasil. Já a região Sul sofre com estiagens. Neste ano, no entanto, alguns fatores, como a temperatura mais elevada da água do Atlântico junto à costa da Argentina, Uruguai e Região Sul do Brasil, poderão favorecer a ocorrência de chuvas fortes e esporádicas, como as observadas há 10 dias.
Os riscos aumentam com as chuvas mal distribuídas, dependendo do estádio da cultura do arroz irrigado. As temperaturas devem se manter dentro do padrão, e podem ocorrer alternâncias entre dias de calor mais intenso com dias de temperaturas bastante amenas, favorecidas pela entrada das massas de ar frio. Para o mês de março, Cátia afirmou que, a tendência, por enquanto, é de que o risco de estiagem aumente em toda a Região Sul.
Nutrição reforçada, mudas sadias e plantio longe de áreas de culturas hospedeiras são os cuidados contra o mosaico e as estrias da bananeira
Existem dois principais vírus que atacam a cultura da bananeira: o mosaico, conhecido como CMV, e o vírus das estrias, também chamado de BSV. Ambos causam danos sérios à planta da banana, reduzem a produtividade e o tamanho da fruta. Em casos mais graves, onde a infecção já é muito grande, o quadro pode evoluir para uma necrose e a planta morrer. As formas de controle são delicadas e não existem produtos químicos que consigam controlar os vírus. Por isso, os cuidados de manejo são essenciais. As principais medidas preventivas são o plantio de muda sadias, nutrição bem equilibrada e boa irrigação, além de evitar instalar o bananal em áreas próximas a outros cultivos hospedeiros dos vírus, principalmente hortaliças, cacau, milho, citros e feijão.O estado de nutrição da planta e a temperatura ambiente são fatores que influenciam na planta e na resposta da planta ao vírus. Se você tiver um planta infectada com vírus das estrias e você der uma boa nutrição e irrigação você pode deixar os sintomas bem mais fracos. Para ela não ser infectada é preciso que o produtor tome muito cuidado com o que está em volta da plantação. Não existe produto químico que controle vírus, o máximo que se pode tentar fazer é controlar o inseto vetor com inseticidas. No caso do vírus mosaico, o químico não funciona porque o inseto vetor vem de fora do plantio e a transmissão é muito rápida. No caso do vírus das estrias, o químico tem algum efeito na cochonilha porque a transmissão do vírus é mais lenta — esclarece Paulo Ernesto Meisser Filho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical e professor em metodologia agrícola da Universidade Federal do Recôncavo Baiano.O plantio de mudas sadias é fundamental, mas não é suficiente. Não adianta o produtor comprar a muda sadia e instalar a planta em uma área com plantas daninhas e não realizar o manejo adequado. Uma recomendação do pesquisador é deixar o material muito novo protegido com tela para evitar que os insetos cheguem até a nova muda. Os produtores só devem plantar o material no campo quando ela estiver mais endurecida e com cerca de 0,5 m de altura. Com essa altura a planta já está um pouco mais resistente ao ataque dos vírus.No campo, pode acontecer dos dois vírus estarem juntos. Você pode ter os dois na mesma planta assim como pode ter outras doenças e pragas na mesma planta. A presença de um patógeno não exclui os outros. No caso do BSV, que é o vírus das estrias, as folhas apresentam estrias amareladas que com o passar do tempo ficam necrosadas e pretas. Já o mosaico, o mais normal é você ter variação de cor nas folhas. O vírus se chama mosaico pela mistura de cores na folha. Se a região tiver temperaturas mais baixas pode ocorrer também a necrose das folhas velhas. No caso do mosaico, a recomendação para as plantas infectadas é a erradicação, mas para o vírus das estrias o produtor pode dar uma boa nutrição e irrigação que ela consegue se manter, dependendo do nível de doença — ressalta Meissner.
O volume estimado pelo IBGE é de 5 milhões de toneladas no mato grosso do sul
A área a ser colhida é estimada para este ano em
1.752.00 hectares, variação positiva de 1,1% em relação ao ano passado. O Estado deverá ter participação de 7,4% na safra de 2011 de acordo com o Instituto.
Os dados foram obtidos no terceiro prognóstico, feito em dezembro, no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, que foi divulgado nesta quinta-feira (6).
Com relação à cultura do milho, a previsão para 2011 é de 273.050 toneladas, queda de 28,1% em relação ao ano passado. A área a ser colhida é estimada em 43 mil hectares, 25,3% a menos que em 2010.
Cenário brasileiro - A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para o ano é estimada pelo IBGE em 145,8 milhões de toneladas, redução de 2,5% em relação ao ano passado, o que é atribuído, principalmente, pela previsão reduzida da região sul (-8,8%).
A previsão para2011 é de crescimento na área a ser colhida que deve ficar em torno de 47,4 milhões de hectares, aumento de 1,8%, por causa do incremento em praticamente todos os estados.
Com exceção do amendoim em casca 1ª safra e do milho 1ª safra, que tiveram decréscimos de 0,3% e 0,4%, respectivamente, os demais produtos apresentam variações positivas nas áreas a serem colhidas: algodão herbáceo em caroço (29,0%), arroz em casca (1,9%), feijão em grão 1ª safra (12,2%) e soja em grão (1,0%).
A pesquisa do IBGE é feita nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste e em mais quatro estados (Rondônia, Maranhão, Piauí e Bahia) e, no mês passado, também apontava uma redução de 2,5% em relação à safra de 2010, indicando 145,1 milhões de toneladas.
Ministério da Agricultura acredita que a tendência durará dois anos e afirma que o Brasil é hoje o país com melhor desempenho no mundo
A safra cafeeira de 2011 deverá ser de preços favoráveis ao produtor, segundo a perspectiva apresentada, nesta quinta-feira, 6 de janeiro, pelo secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. Durante o anúncio do primeiro levantamento da safra para 2011, ele se mostrou otimista com o desempenho do setor e afirmou que há grande probabilidade de os preços permanecerem positivos pelo menos mais dois anos. “Estou confiante que o ano de 2011 seja de qualidade acima da média, o que vai permitir esse avanço nos blends (misturas) internacionais e vai mostrar que o café natural produzido no Brasil é o mais apreciado do mundo”, afirmou.
Apesar de 2011 ser de ciclo baixo para cafeeicultura nacional – a chamada bienalidade negativa – a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), responsável pelo estudo, estima produção de até 44 milhões de sacas. A previsão é superior à de 2009 (último ano de baixa produção) em cinco milhões de sacas.
“O cafeeiro não consegue produzir igualmente em dois anos seguidos. Este ano, há uma preponderância de lavouras em ciclo baixo, mas, mesmo considerada a bienalidade, estaremos no oitavo ano seguido de aumento de produtividade média e produção”, destacou o secretário. De acordo com a pesquisa da Conab, o clima foi favorável à uniformidade das floradas em 2010, o que melhora a qualidade desta safra cafeeira.
Destaque internacional
Bertone afirmou que o Brasil é hoje, o maior produtor e exportador de café do mundo, o segundo maior mercado interno e o país que mais cresce em participação nos blends internacionais. “A cafeicultura brasileira está apresentando a melhor performance entre todas as cafeiculturas do mundo e tem tudo para se consolidar e assumir um papel que teve há 30, 40 anos”, opinou.
Saiba Mais: A bienalidade se caracteriza pela maior ou menor produção de café, em anos alternados. Isto se dá porque a plantação de café precisa de cerca de um ano para voltar a produzir maior quantidade de frutos.