domingo, 12 de junho de 2011

umento de 3,3% no PIB da agropecuária mostra ganhos de produtividade

O crescimento de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária no primeiro trimestre deste ano é resultado do bom desempenho da safra 2010/2011 de grãos e fibras, que deverá atingir 159 milhões de toneladas. De acordo com avaliação da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, os bons resultados foram possíveis em função da melhoria de produtividade no campo, que superou os 2,9%, aumentando o rendimento de 3.148 para 3.239 quilos por hectare na safra. O aumento de área plantada, de 47,4 para 49,2 milhões de hectares, foi puxado pela cultura do algodão. “Nos últimos anos, construímos a maior e melhor agricultura, o que foi possível com o investimento em tecnologia que garantiu a formação de uma poupança verde no campo”, afirmou.

De acordo com a presidente da CNA, a incorporação de tecnologias voltadas para o campo permitiu o aumento de 228% na produção de grãos entre 1976 e 2011. Nesse período, a produtividade das lavouras cresceu 151%. O crescimento da área plantada foi muito menor: 31%. “Sem o uso de tecnologia, seria preciso ocupar 108 milhões de hectares, e não os atuais 49,2 milhões de hectares, para se obter a mesma produção, o que preservou áreas que seriam desmatadas para possibilitar esta expansão”, completou.

Estimativas divulgadas nesta sexta-feira (3/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o PIB da economia brasileira subiu 1,3% em relação ao último trimestre de 2010, crescimento liderado pela agropecuária, atividade que mais cresceu no acumulado dos três primeiros meses de 2011. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB da agropecuária teve aumento de 3,1% em igual período de 2011. “Esse patrimônio é do Brasil”, afirmou a presidente da CNA, ao lembrar que “as áreas de produção abertas nos últimos anos pelos produtores rurais foram transformadas em arroz, feijão, milho, soja, carne PIB, empregos e exportação”.

Segundo avaliação da Superintendência Técnica da CNA, a taxa de crescimento do PIB, apurada pelo IBGE, registra somente o aumento da produção e a metodologia considera apenas a produção e os preços constantes, ou seja, os mesmos de 2010. Assim, a expectativa é que os próximos números do IBGE indiquem crescimento ainda maior da atividade agropecuária, pois a estimativa trará o resultado final da safra de grãos e o início do período de recuperação de preços, além do aumento da produção e dos preços da pecuária. A estimativa é que o PIB da agropecuária feche o ano de 2011 com crescimento de cerca de 9%. 

sábado, 11 de junho de 2011

Embrapa realiza simpósio e reunião nacional

Além de se integrarem e aprofundar conhecimentos sobre o girassol, a intenção dos organizadores dos eventos também é incentivar os diversos segmentos.

A Embrapa colocou a disposição um site com o objetivo de recolher as inscrições, divulgar detalhes e programação de dois principais eventos nacionais a respeito da cadeia produtiva do girassol. Os interessados poderão entrar no site http://www.rnpgirassol2011.com.br.

Aracaju foi escolhida como sede da 19ª Reunião Nacional de Pesquisa de Girassol e o 7º Simpósio Nacional sobre a Cultura de Girassol que acontecem de 25 a 27 de outubro de 2011, no Centro de Convenções do Hotel Mercure Aracaju Del Mar.

O girassol já é tema de importantes discussões devido a sua crescente importância no cenário agrícola nacional tanto para alimentação humana (óleo) quanto para a animal (ração). A leguminosa desponta também como alternativa promissora para a produção do biodiesel em diversas regiões do país, inclusive no Nordeste onde pesquisadores desenvolveram a adaptação de cultivares com níveis de produtividade comparáveis às demais regiões do país.

A Embrapa Tabuleiros Costeiros, sediada em Aracaju (SE), e a Embrapa Soja, de Londrina (PR), promovem os eventos que pretendem envolver desde a agricultura familiar até o agronegócio. A reunião e o simpósio têm cunho técnico-científico e social, pois o girassol vem integrando os mais diferentes setores, públicos e privados, pequenos, médios e grandes produtores, ganhando cada vez mais importância no cenário agrícola.

Além de se integrarem e aprofundar conhecimentos sobre o girassol, a intenção dos organizadores dos eventos também é incentivar os diversos segmentos a investirem nessa leguminosa que ocupa cada vez mais espaço, sobretudo agora com a perspectiva do biodiesel.

Conferencistas brasileiros e estrangeiros abordarão temas relevantes como oportunidades do girassol no sistema agrícola, sua inserção na América do Sul e avanços no sistema de produção. Além disso, serão atualizados os dados da situação da produção brasileira do girassol, por meio de relatos de pessoas que estão vivenciando o dia-a-dia da cultura nas diferentes regiões do país. Além das palestras, profissionais e estudantes apresentarão seus trabalhos científicos sobre a cultura.

“A produção de biodiesel é promissora em boa parte do território brasileiro. É o que se observa nos cerrados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais, além da região Sul do País. No ano passado, começamos a obter ótimos resultados também no Nordeste”, afirma o coordenador dos eventos, Ivênio Rubens de Oliveira, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros.

Sergipe
A grande novidade foi constatar no ano passado o colorido verde e amarelo dos campos de girassóis no Alto Sertão sergipano, com boas produtividades e as cooperativas se fortalecendo com a perspectiva de aumento da demanda.

O bom resultado que a cultura do girassol tem alcançado no Nordeste, principalmente em Sergipe, foi decisivo para a escolha de Aracaju na Reunião e Simpósio sobre o tema.

Em consequência das pesquisas ligadas ao melhoramento genético, existem hoje cultivares com boa adaptação em regiões quentes, o que permite a expansão da cultura para as mais diferentes regiões do Nordeste. “O rendimento pode ultrapassar a 2.500 quilos por hectare com a tecnologia atualmente disponível”, acrescenta o pesquisador Ivênio.

\"Quem vier a Sergipe terá a oportunidade de obter informações sobre o sistema de cultivo baseado na agricultura familiar, o que não é muito comum nas regiões onde atualmente se cultiva o girassol\", complementa.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Agecopa lança programa para neutralizar emissão de carbono




A Copa do Mundo de 2014 no Brasil promete ao público mais que um espetáculo no futebol. Cuiabá (MT) será a primeira cidade-sede a realizar o Mundial com a neutralização de todo o carbono emitido na construção do novo estádio, a Arena Pantanal. A busca mato-grossense por certificações ecológicas com reconhecimento internacional dará ao país a chance de abrir vanguarda na agenda de sustentabilidade ambiental aliada à inclusão social.

O modelo de pagamento por serviços Ecossistêmicos levará a quase três mil famílias ribeirinhas a oportunidade de se adequar às leis de proteção ao meio-ambiente, e através da preservação da mata ciliar obter uma nova fonte de renda. As comunidades de nove municípios plantarão 1,4 milhão de árvores em pontos onde há degradação, ao longo das margens dos rios Cuiabá, Paraguai e São Lourenço, formadores do Pantanal.

O crédito de carbono gerado pelas novas árvores será vendido pelos moradores e comprado pela Agência de Execução dos Projetos da Copa (Agecopa) para a compensação do gás carbônico emitido nas obras da Arena. A iniciativa sócio-ambiental surge de uma parceria entre a Agecopa e o Instituto Ação Verde para frear o assoreamento fluvial e neutralizar a emissão de poluentes.

\"Nos próximos três anos serão destinados R$ 3,5 milhões para o projeto, dos quais R$ 710 mil serão pagos diretamente para os moradores das localidades pela venda do crédito de carbono\", explica o presidente da Agecopa, Eder Moraes. Para cada tonelada de carbono emitido, são necessárias sete novas árvores para a compensação.

O superintendente do Instituto Ação Verde, Paulo Borges, pontua a que a construção da Arena emitirá 711 mil toneladas de carbono equivalente. “Hoje já é possível calcular qual é a emissão de uma obra ou até mesmo de um indivíduo. Em média, as árvores plantadas seqüestram individualmente 138 quilos de carbono durante o período de 30 anos. Plantaremos mil hectares, sendo que cada hectare seqüestra cerca de 12 toneladas de carbono ao ano”, explica.

Borges destaca que o modelo resolve quatro problemas simultaneamente com a recuperação do leito dos rios, a regularização ambiental dos sítios à beira do rio, o fortalecimento da consciência ecológica e a criação de uma nova fonte de renda. Após a seleção dos grupos que integrarão o projeto, cada proprietário receberá as mudas e toda a assistência técnica gratuitamente por meio do Instituto.

Os beneficiários se tornam responsáveis pelo acompanhamento das árvores por meio da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado (MPE). “Se a propriedade for vendida, toda e qualquer pessoa que adquiri-la fica também com o ônus de cuidar da vegetação”, diz o superintendente.

Além do auxílio no plantio, os ribeirinhos recebem também aulas de educação ambiental. O pagamento pela venda do carbono será repassado em parcelas anuais para as comunidades ou individualmente aos criadores. O grupo pode também apresentar um projeto de utilidade pública ao MPE para liberação do montante total.

Eles podem se unir, por exemplo, e pedir a construção de um posto de Saúde para a localidade , pontua Borges. A comercialização do crédito de carbono é realizada por meio da Plataforma de Negociações de Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos do Instituto, onde os grupos são cadastrados e os estoques de carbono registrados.

A primeira cidade a receber o plantio de 500 árvores pelo projeto Copa Verde será Santo Antônio do Leverger (a 35 quilômetros da Capital), na próxima segunda-feira (06.06), durante o ato simbólico de assinatura do contrato entre a Agecopa e o Instituto Ação Verde na comunidade Barranco Alto.

Sitiantes de Cuiabá, Várzea Grande, Barão de Melgaço, Nobres, Rosário, Acorizal, Jangada e Poconé integrarão o projeto. \"Cerca de 90% das casas dos ribeirinhos estão em Área de Preservação Permanente (APP). Ali eles vivem há décadas . A intenção do projeto é adequar essas comunidades à lei ambiental sem destruir as raízes culturais\" , disse o presidente da Agecopa.

O projeto também está estruturando os ribeirinhos para receberem no futuro próximo, pagamentos por serviços ecossistêmicos de Água e Biodiversidade, por se tratar de árvores nativas estarem em APP. A Plataforma também está estudando metodologias para que todos os 40 (quarenta) serviços ecossistêmicos catalogados pela sua equipe possam ser passíveis de remuneração no futuro.

É o mais amplo trabalho com serviços ecossistêmicos realizados no país e um dos mais promissores de todo o mundo. Essa iniciativa foi a base para a elaboração do Projeto de Lei do Senado – PLS 309/2010, que trata de uma Política Nacional de Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Produtores de Mato Grosso antecipam venda da safra de soja

Os produtores de Mato Grosso já negociaram 18% da safra 2011/2012, cujo início do plantio é previsto após o fim do período sanitário, ou seja, a partir de 15 de setembro. A antecipação das vendas, considerando que na temporada anterior a comercialização da oleaginosa começou em julho, ocorreu em função da valorização no preço do grão no mercado internacional. Esse cenário positivo deve impactar na área plantada no Estado.


De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, a previsão é que na próxima safra sejam crescidos entre 500 mil e 1,5 milhão de hectares. Levando em conta a área atual, de 6,4 milhões de hectares, a safra de soja alcançaria um tamanho histórico de quase 8 milhões de hectares.


Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o preço da oleaginosa apresentou variação média de 5% em maio, como ocorreu em Nova Mutum onde a cotação da soja subiu de R$ 36,50 para R$ 38,50 a arroba. Além da soja, a valorização do preço do milho também resultou na comercialização futura antecipada do produto.


A negociação da lavoura de milho, da safra 2010/2011, chegou a 55% de uma produção total de 7,5 milhões de toneladas. Segundo o Imea, esse percentual está 40% superior se comparado o mesmo período nas duas safras passadas. “O produtor aproveitou os melhores preços para vender a plantação”, diz o superintendente do Imea, Otávio Celidônio. Para ele, a comercialização dos dois produtos será intensificada até julho. “Nos próximos dois meses ocorrem as melhores negociações”