quarta-feira, 9 de março de 2011

Produtores contam com desconto de 62,5% no pagamento de financiamentos

O bônus corresponde ao benefício do Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF) relativo a esta cultura. A cotação da cebola no estado alcançou R$0,21 e o programa de preço coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vai garantir o preço de R$0,56 por quilo. A diferença, de 62,5% será abatida dos financiamentos de custeio.

O benefício é válido para quem pagar suas parcelas de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) até o dia nove de março , quarta-feira, último dia para pagamento das operações de custeio. O desconto serve também para o produtor que fizer o pagamento adiantado de operações com vencimento até 9 de maio. O bônus corresponde à diferença entre os preços garantidos e o preço de mercado no estado de acordo com levantamento da CONAB.

Segundo dados da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS), os municípios gaúchos de São José do Norte, Tavares e Mostardas reúnem 2230 agricultores familiares que produzem cebola e serão os principais beneficiados pela política de garantia de preços.

Para o diretor de Financiamento e Proteção da Produção, João Luiz Guadagnin, o PGPAF será muito útil para os agricultores saldarem os financiamentos. Segundo o diretor, os extensionistas rurais da Emater, as lideranças dos movimentos sociais e os bancos estão orientando estes agricultores sobre o Programa.

Cálculo do PGPAF

O bônus do PGPAF é calculado mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado pelo MDA/SAF. A Conab faz um levantamento nas principais praças de comercialização dos produtos da agricultura familiar que integram o PGPAF. Os bônus das operações de custeio e investimento ficam limitados a R$ 5 mil anuais por beneficiário do crédito rural. Nas operações de investimento do Pronaf, o bônus pode ser concedido desde que um único produto incluído no PGPAF responda por 35% da renda estimada pelo agricultor.

Atualmente, o Programa abrange: abacaxi, açaí (fruto), algodão em caroço, alho, amendoim, arroz longo fino em casca, babaçu (amêndoa), banana, baru (fruto), borracha natural cultivada (heveicultura), borracha natural extrativa, café, cana-de-açúcar, cará, carne de caprino, carne de ovino, castanha de caju, castanha do Brasil (em casca), cebola, feijão, girassol, inhame, juta, leite, maçã, malva, mamona em baga, mangaba (fruto), milho, pequi (fruto), piaçava (fibra), pimenta do reino, carnaúba, pó cerífero de carnaúba e cera de carnaúba, raiz de mandioca, sisal, soja, sorgo, tomate, trigo, triticale, umbu (fruto) e uva.

Embrapa traz novidades para os rizicultores em 2011/12

Para a próxima safra, os produtores brasileiros de arroz irrigado contarão ainda com duas novas opções: a BRS Sinuelo CL e a BRS Pampa, desenvolvidas pela Embrapa Clima Temperado (Pelotas – RS), Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás – GO) e comercializadas pela Embrapa Transferência de Tecnologia (Brasília – DF).   

A BRS Sinuelo foi desenvolvida em parceria com a BASF e é tolerante ao herbicida Only®. Essa tolerância, em lavouras manejadas por meio do Sistema de Produção Clearfield® Arroz, permite o controle eficaz do arroz vermelho. A cultivar apresenta ciclo médio e um tipo de planta moderna, com folhas eretas e porte baixo. Além de ser uma alternativa para o controle do arroz daninho, a nova variedade permitirá que os produtores do cereal, especialmente os gaúchos, produzam grãos da classe longo fino, o arroz branco e translúcido que, ao cozinhar, fica “solto” e é o preferido pelo consumidor brasileiro.

Quando utilizada no Sistema de Produção Clearfield®, a BRS Sinuelo apresenta vantagens indiretas como redução do custo de produção e melhor aproveitamento da adubação nitrogenada. A nova cultivar foi desenvolvida a partir de melhoramento genético, ou seja, a tolerância ao herbicida foi obtida dentro da própria espécie, não havendo necessidade de “importação” de genes de outras espécies para a composição do genoma da cultivar. 

Já a BRS Pampa é uma cultivar de ciclo precoce, mas também com ótimo rendimento de grãos inteiros, o que garante um arroz solto e macio após o cozimento. A variedade possui porte moderno, de folhas eretas, excelente perfilhamento, tolerância às principais doenças da cultura, como a bruzone e a queima de bainhas, além de média resistência a estresses abióticos, como toxidez de ferro e tolerância a frio. Tanto a BRS Sinuelo como a BRS Pampa estão em fase de produção de sementes e devem estar disponíveis para os rizicultores brasileiros a partir de setembro para a safra 2011/12.

Terras altas – Em 2010 os rizicultores dos Estados de Mato Grosso, Maranhão e Rondônia também comemoraram a alta produção alcançada com a cultivar BRS Sertaneja, desenvolvida pela Embrapa Arroz e Feijão e comercializada pela Embrapa Transferência de Tecnologia. Segundo a Kleffmann Group, instituição de consultoria agrícola com sede na Alemanha, estima-se que a variedade ocupe 19% do mercado total de arroz de terras altas nos três Estados e que cerca de 244 mil hectares foram colhidos com a cultivar no ano passado.

A BRS Sertaneja é uma variedade precoce, de grãos longofinos, caracterizada por plantas vigorosas, com porte médio, folhas largas e mediana resistência ao acamamento. Ela possui uma ampla capacidade de adaptação, com bom comportamento nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Roraima, Maranhão, Piauí e Tocantins.

Além disso, a cultivar apresenta moderada resistência às doenças comuns (mancha-parda, escaldadura das folhas e mancha-dos-grãos), moderada suscetibilidade à brusone e se adapta a diversas condições de cultivo, incluindo rotação de culturas em terras velhas, renovação de pastagens, áreas de abertura e integração lavoura-pecuária. A BRS Sertaneja também se adapta a sistemas menos mecanizados e oferece uma maior segurança de colheita para o agricultor devido à maior resistência ao acamamento e maior estabilidade no rendimento de grãos inteiros.

Colheita da soja começa com expectativa de bons rendimentos no RS

Apesar de não ter atingido ainda 1% do total plantado, a expectativa é positiva em relação aos rendimentos. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (03) pelo Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as chuvas ocorridas nas principais regiões produtoras durante o mês de fevereiro deram às lavouras, na maioria dos casos, um excelente padrão.

Intensifica-se também a colheita do arroz, que alcançou, nesta semana, 6% das lavouras do Estado. Este percentual deverá aumentar de forma significativa, tendo em vista a previsão de tempo seco e o alto percentual de lavouras em fase final de maturação. As primeiras cargas retiradas neste início de colheita indicam altos rendimentos, com médias ao redor dos 7 mil kg/ha, além da boa qualidade do grão.

Já no caso da bovinocultura de corte, orestabelecimento do volume normal de chuvas na maioria dos municípios produtores e o consequente aumento da disponibilidade de alimentos favorecem a atividade. De maneira geral, o rebanho gaúcho apresenta bom estado nutricional e sanitário. Como o Estado está em período de entoure, devem ser minimizados os possíveis reflexos negativos da estiagem ocorrida no início do verão, como a redução da taxa de natalidade.

Na região serrana começou a colheita da variedade de caqui Chocolatinho. Cultivada nos mesoclimas mais quentes, apresenta frutas com coloração e doçura medianas e boa produtividade nos pomares. A citricultura também está desenvolvendo-se muito bem nas regiões do Médio Alto Uruguai, Planalto e Alto Jacuí. Há expectativa de uma safra de laranjas e bergamotas maior do que a anterior, devido ao clima favorável e à entrada em produção de novos pomares. Outra novidade é a introdução de laranjas sem sementes, como Navelina, Navelate, Lanelate, Salustiana e a bergamota Nova. Na região do Alto Uruguai, os pomares estão na fase de frutos verdes e com perspectiva de uma boa safra. 

Prossegue intensa também a colheita da uva na principal região produtora, a Serra gaúcha, embora com plantas e frutas com elevada umidade. A intenção é reduzir as perdas com podridões nas bagas. No auge da colheita da Isabella, principal variedade da região, ela apresenta pouca coloração e doçura. Os rendimentos se mantêm dentro da média histórica de 20 t/ha.

No Planalto Médio, há duas regiões distintas de produção - a estabelecida no município de Sarandi e arredores e a do município de David Canabarro e arredores – apresentam quadros diferentes. Na região de Sarandi, a uva foi toda colhida e as cultivares mais plantadas são as Niágaras Branca e Rosa, a Bordô e a Isabel. A produção foi normal, em torno de 12 t/ha, mas com graduação baixa, entre 14 a 15 graus Babo, em decorrência do excesso de chuvas. Na região de David Canabarro, está se encerrando também a colheita das uvas comuns, como Niágaras e Isabel, e inicia agora, a colheita da variedade Merlot (vinífera). No início de março, começará a colheita da variedade Cabernet Sauvignon.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Demanda maior por milho em 2011


China prevê (aumento da procura por milho )



A demanda por milho por parte da indústria de processamento da China deve aumentar no próximo ano devido ao maior número de criações de suínos e da pressão intensa por mais ração animal, afirmou na semana passada o vice-ministro da Agricultura do país, Wei Chaoan.

As declarações de Wei destacam a demanda da China por importações de milho, que não recuaram apesar de uma safra robusta neste inverno, em um ano em que o país interrompeu 15 anos de autossuficiência para importar mais de 1,5 milhão de toneladas de milho norte-americano.

A demanda por ração animal deve subir cerca de 4,5 milhões de toneladas no ano que vem, o que provavelmente vai incitar a expansão da indústria de processamento de milho, afirmou o ministro. "A elevação de criações de porcos em larga escala (...) e das compras de carne (...) aumentaram a demanda por ração, provocando a necessidade de ainda mais milho e farelo de soja", disse Wei, em um discurso publicado no site do ministério.

A estimativa é de que a indústria de processamento de milho tenha produzido neste ano 60 milhões de toneladas, mas a demanda em 2011 deve superar as 70 milhões de toneladas, disse Wei. "A indústria de processamento de milho vai responder por mais de um terço da demanda de milho, superando a meta da China de 26%", completou.

As indústrias de ração e processamento de milho respondem por mais de 90% da demanda de milho, segundo Wei. A China teve uma safra recorde de grãos neste ano, incluindo um aumento de 5% na produção de milho, disse o Ministério da Agricultura neste mês. Porém, a demanda das indústrias de ração e processamento destacada por Wei devem prejudicar as ambições do país de ter autossuficiência e manter as importações de milho no ano que vem.

Os Estados Unidos tornaram-se o maior fornecedor de milho à China neste ano, depois que o país asiático virou um importador em junho.