Proprietário de um lote de 5 mil metros quadrados na Vila Rural Esperança, localizada próxima à PR-463, entre Nova Esperança (a 46 quilômetros de Maringá) e Uniflor, o agricultor Dorival Alves dos Santos replantou toda a área com sete variedades de amora e, saindo dos limites do sítio, estendeu a cultura até as margens da rodovia, inclusive do outro lado.
Os vizinhos deles tomaram atitude semelhante. O mais curioso, no entanto, é que há menos de um ano esses mesmos produtores anunciaram que deixariam a criação do bicho-da-seda, porque estavam pagando para trabalhar.
A produção de casulos foi um dos primeiros setores da economia a sentir os reflexos da crise econômica que em 2008 atingiu praticamente todo o planeta. Centenas de produtores da área conhecida como Vale da Seda, formada por 29 municípios da região de Maringá, resolveram desistir da atividade.
Em Nova Esperança, por exemplo, município considerado o principal produtor de casulos verdes no Ocidente, mais da metade dos 1,3 mil produtores até 2008 migraram para outros segmentos e muitos deixaram a roça para trabalhar como empregados na cidade.
Os reflexos positivos no campo atualmente já podem ser sentidos também nas cidades, com projetos de empresas para produzir confecções utilizando a seda como matéria-prima.
"A seda voltou a ser uma das melhores opções para a agricultura familiar e reassume a posição de destaque na economia do noroeste do Paraná", avalia o gerente da Câmara Técnica da Seda no Paraná, Oswaldo da Silva Pádua, técnico da Emater em Nova Esperança. A reviravolta deve-se à redução da produção em países do Oriente e a consequente elevação do preço do casulo verde.
Muitos dos sericicultores que revelaram pretender deixar o segmento já refizeram os plantios de amora e alguns dos que haviam abandonado a criação de bicho-da-seda aos poucos retomam a atividade. Segundo Pádua, na região de Nova Esperança "além da volta de muitos que saíram, há também proprietários rurais que nunca se interessaram pelo bicho-da-seda e agora ingressam no ramo".
Considerado um produtor modelo, Seiu Nagamine, 62 anos, já replantou toda a fazenda dele com uma variedade de amora apropriada para o clima do Arenito Caiuá e fez a encomenda dos ovos para oito criadas de setembro próximo a março de 2012.
Em Nova Esperança, por exemplo, município considerado o principal produtor de casulos verdes no Ocidente, mais da metade dos 1,3 mil produtores até 2008 migraram para outros segmentos e muitos deixaram a roça para trabalhar como empregados na cidade.
Os reflexos positivos no campo atualmente já podem ser sentidos também nas cidades, com projetos de empresas para produzir confecções utilizando a seda como matéria-prima.
"A seda voltou a ser uma das melhores opções para a agricultura familiar e reassume a posição de destaque na economia do noroeste do Paraná", avalia o gerente da Câmara Técnica da Seda no Paraná, Oswaldo da Silva Pádua, técnico da Emater em Nova Esperança. A reviravolta deve-se à redução da produção em países do Oriente e a consequente elevação do preço do casulo verde.
Muitos dos sericicultores que revelaram pretender deixar o segmento já refizeram os plantios de amora e alguns dos que haviam abandonado a criação de bicho-da-seda aos poucos retomam a atividade. Segundo Pádua, na região de Nova Esperança "além da volta de muitos que saíram, há também proprietários rurais que nunca se interessaram pelo bicho-da-seda e agora ingressam no ramo".
Considerado um produtor modelo, Seiu Nagamine, 62 anos, já replantou toda a fazenda dele com uma variedade de amora apropriada para o clima do Arenito Caiuá e fez a encomenda dos ovos para oito criadas de setembro próximo a março de 2012.
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