segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O quadro da safrinha 2012 vai se definindo na medida em que a colheita avança e os níveis de produção serão apontados nas próximas semanas


Milho 
O relatório de intenção de plantio de SAFRAS & Mercado aponta uma expansão de plantio da ordem de 5% na safra de verão, totalizando 5,15 milhões de hectares.

"Com uma ótima comercialização em 2011, os produtores estão tendendo a optar pela melhor tecnologia e isto trará bons sinais para a produtividade na safra de verão. Um plantio de safrinha apenas normal no próximo ano, com crescimento de 5,4%, tende a refletir o quadro favorável de preços em 2011 e o perfil de plantio da soja possivelmente mais precoce a partir de setembro. Estas duas configurações nos levam a uma safra potencial de 61,8 milhões de toneladas para 2012", avalia o analista de SAFRAS, Paulo Molinari.

"Naturalmente, o fator clima continuará preponderante e novamente em um ano de La Nina, já que os mapas climáticos vão confirmando a permanência do fenômeno até abril do próximo ano, pelo menos", completa.
 
  • Mais sobre Milho

O milho (Zea mays) é um conhecido cereal cultivado em grande parte do mundo. O milho é extensivamente utilizado como alimento humano ou ração animal, devido às suas qualidades nutricionais.
Todas as evidências científicas levam a crer que seja uma planta de origem americana, já que aí era cultivada desde o período pré-colombiano. É um dos alimentos mais nutritivos que existem, contendo quase todos os aminoácidos conhecidos, sendo exceções a lisina e o triptofano.
Tem um alto potencial produtivo, e é bastante responsivo à tecnologia. Seu cultivo geralmente é mecanizado, se beneficiando muito de técnicas modernas de plantio e colheita. A produção mundial de milho chegou a 600 milhões de toneladas em 2004.
O milho é cultivado em diversas regiões do mundo. O maior produtor mundial são os Estados Unidos. No Brasil, que também é um grande produtor e exportador, Paraná é o estado maior produtor com mais de 50% do todal da região sul, seguido de São Paulo que juntos são os estados líderes na produção.
Atualmente somente cerca de 5% de produção brasileira se destina ao consumo humano e, mesmo assim, de maneira indireta na composição de outros produtos. Isto se deve principalmente à falta de informação sobre o milho e à ausência de uma maior divulgação de suas qualidades nutricionais, bem como aos hábitos alimentares da população brasileira, que privilegia outros grãos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A Embrapa Agroenergia de Brasília identifica variedade de pinhão-manso (Jatropha curcas) atóxica que pode ser utilizada na alimentação animal.


Pinhão manso
A pesquisa com os testes da variedade de pinhão-manso começa no campo experimental, passa pelo laboratório e termina na fazenda da Universidade de Brasília.
A torta produzida a partir da variedade atóxica foi usada na preparação de rações em substituição ao farelo de soja e os animais apresentaram ganhos de peso e qualidade de carcaça.
 Os projetos da Embrapa Agroenergia seguem duas linhas para viabilizar o uso da torta de pinhão-manso: encontrar materiais genéticos em que a toxina não esteja presente e usar processos industriais na destoxificação da torta.
 O pinhão-manso é uma espécie bastante pesquisada em todo o mundo pelo que apresenta como alternativa na produção de biodiesel.
A torta, que é o resíduo da extração do óleo (62% do peso ), não podia ser usada na alimentação de animais devido à presença de substancia tóxicas. Com este novo processo industrial a torta dessa oleaginosa pode ser utilizada em rações, o que aumenta o potencial da cultura. Para a cadeia do biodiesel ser sustentável é preciso utilizar todas as partes da planta, tanto o óleo quanto os subprodutos gerados.
 Segundo o diretor da Nòvabra Energia, Pedro C. Burnier, com a destoxificação da torta a empresa poderá no futuro próximo aumentar significativamente o preço do grão pago ao produtor uma vez que este subproduto passa a ter um grande valor agregado. O processo de destoxificacao esta em fase de finalização .
 Vale destacar que aqui no Espírito Santo, 480 produtores participam de programa de fomento do pinhão-manso e a meta da empresa é que esse número chegue a 5.000 participantes em 25 municípios da região norte e noroeste do Espírito Santo além do Leste de Minas.
Além disso, no Polo do Pinhão-manso, localizado em Colatina, onde será construída a indústria de extração do óleo da semente do pinhão, a indústrira terá capacidade de produzir 50 mil toneladas de óleo por ano, processando 150 mil toneladas de grãos de pinhão.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Preço do leite cai, mas tendência é estabilizar e subir


O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina, Faesc, Nelton Rogério de Souza, mostra que a queda era previsível, em razão do aumento da produção interna e da importação. Outro fator foi a queda geral nos preços do queijo - principal produto lácteo derivado - no varejo barriga-verde. Entretanto, o dirigente prevê que em março o preço ficará estável e em abril iniciará a escalada de aumento.
Nelton explica que as importações de leite do Mercosul nos últimos meses foram responsáveis pela queda no preço, mas, agora, estão sendo reduzidas porque os preços internacionais do leite em pó estão aumentando. Assim, está se tornando antieconômico importar. Por outro lado, a aproximação do inverno assinala um período de maior consumo e menor oferta. Em outra matéria, o Economia SC apontou expansão de outras empresas neste setor.
O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite (Conseleite), do qual fazem parte a Faesc e o Sindileite, anunciou hoje os preços de referência da matéria-prima projetados para este mês de fevereiro, com redução de 1,08%.
Os valores foram fixados assim: o leite acima do padrão ficou em R$ 0,6922, o leite-padrão em R$ 0,6019 e o leite abaixo do padrão em R$ 0,5472. Dos quase 2 bilhões de litros de leite produzidos anualmente, em Santa Catarina, 35% estão acima do padrão e 65% estão no padrão ou abaixo. Essa projeção será confirmada ou reajustada na próxima reunião mensal do Conseleite, no dia 17 de março, ocasião em que serão anunciados os números definitivos de fevereiro e a projeção dos valores para março.

  • Origens


A Faesc não tem dúvidas: crise do setor leiteiro decorre das importações predatórias de lácteos, pois foram revogadas as licenças de importações não automáticas do Uruguai, facilitando a entrada de produtos no Brasil.
A liberação do mercado brasileiro de lácteos ao Uruguai faz de um acordo firmado no início de 2010, entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Mujica. O Uruguai se comprometeu a retirar as restrições sanitárias impostas à carne de frango brasileira em troca da livre exportação de lácteos ao Brasil. Ao contrário do presidente do Brasil, o representante do país vizinho, para preservar o mercado local, estabeleceu cotas de participação para o ingresso da carne de frango brasileira no Uruguai. Os lácteos uruguaios, porém, têm acesso livre ao Brasil.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Senadores aprovam prazo de dois anos para registro de agrotóxicos


Agrotóxico
A matéria também prevê a suspensão e o cancelamento do registro caso a fabricação e a venda não comecem no período definido pelo projeto. Segundo a senadora, o objetivo da proposta é alterar a legislação vigente, que não define prazos para a fabricação e a venda destes insumos. A proposta segue agora para a Câmara dos Deputados.
Ao defender a proposta, a senadora Kátia Abreu afirma que há alta concentração no segmento, prejudicando a ampliação da concorrência. “A oferta de mais defensivos no mercado poderá baratear os custos de produção da atividade rural”, explicou. Afirma, também, que há muitas empresas que registram seus produtos, mas não os disponibilizam no mercado, preocupando-se apenas com seu valor comercial. “O registro serve mais para compor o ativo patrimonial do que para incrementar a concorrência. É uma estratégia das empresas”, justifica a presidente da CNA.
O relator do PLS na CRA, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), encaminhou parecer favorável à aprovação do texto. Ele destacou a iniciativa da senadora Kátia Abreu e disse acreditar que a fixação de prazo para produção de agrotóxicos vai acelerar a disponibilização de novos produtos e contribuir para a competitividade da agropecuária brasileira. Há três semanas, a matéria foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde a relatora foi a senadora Ana Amélia (PP-RS).
Na avaliação da presidente da CNA, a baixa disponibilidade de produtos comercializados é um dos vários problemas enfrentados pelos produtores rurais em relação aos insumos, que estão entre os itens que mais pesam nos custos de produção da agricultura. A senadora Kátia Abreu afirma que as seis maiores empresas de agrotóxicos no País controlam 85% do mercado. O Brasil, hoje, responde por 16% do mercado mundial, movimentando cerca de US$ 7,2 bilhões.