sexta-feira, 29 de julho de 2011

CMN dá benefícios a criador de suíno e a produtor de arroz



Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou ontem a concessão de vários benefícios a produtores de arroz e a criadores de suínos. O CMN permitiu a renegociação de investimentos, custeio e Empréstimos do Governo Federal (EGF), além de dar prazos adicionais para quitação de contratos, renegociar saldos devedores e da Linha de Crédito Especial (LEC).
Os financiamentos do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) receberam prazo adicional de 12 meses após a data prevista de vencimento para quitação. Serão beneficiados os produtores cuja renda seja predominantemente oriunda da produção de arroz ou da suinocultura.
O custeio da safra 2010/11, contratado pelo Pronaf e o Pronamp, poderá ser renegociado em até cinco parcelas anuais. Operações já prorrogadas de safras anteriores ganharam mais 12 meses após a data inicial para pagamento.
Os EGFs para a safra de arroz de 2009/2010 terão um desconto de 50% do valor e serão pagos em duas parcelas anuais com o primeiro vencimento em 2012.
Para ajudar os produtores de suínos, o CMN inclui na LEC a comercialização de animais vivos com preço de referência de R$ 1,74 por quilo. O limite de crédito será de R$ 1,3 milhão por produtor, mantido o limite de R$ 40 milhões por agroindústria.
"No caso do arroz, a prorrogação das dívidas reforça as medidas de sustentação de renda ao produtor, que vêm dando efeito positivo nas últimas semanas", destaca o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz.
O CMN também autorizou, para o Programa de Sustentação de Investimentos (PSI), a renegociação dos investimentos de produtores de arroz e criadores de suínos em programas do BNDES com vencimento neste ano.
O Pronaf sofreu ajustes em suas normas para facilitar a extensão da concessão de prazo adicional para pagamentos até o fim de novembro de 2011, além de parcelamento dos débitos, vencidos e não pagos, em maio e junho deste ano.
As mudanças, segundo voto divulgado no início da noite de ontem, ajudarão agricultores familiares que tiveram prejuízos em decorrência de estiagem em todos os Estados da Região Sul, de Mato Grosso do Sul e de São Paulo. Produtores prejudicados por enchentes no Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte também serão beneficiados.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Demanda interna e baixos estoques impulsionam preços da soja



As cotações da soja no Brasil seguem em alta e as negociações estiveram mais aquecidas na semana passada, apesar de vendedores brasileiros ainda estarem cautelosos após as retrações de preços em junho. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os valores ofertados por compradores e pedidos por vendedores estão mais próximos, favorecendo a liquidez. A principal influência veio da demanda interna pela soja, num momento em que os estoques brasileiros estão baixos.
Em termos mundiais, ainda há especulação quanto ao tamanho da safra norte-americana e ao ritmo de compras da China. Entre 8 e 15 de julho, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o produto transferido no porto de Paranaguá subiu 3,04%, finalizando a US$ 31,51 por saca de 60 quilos (em moeda nacional, o indicador teve alta de 3,74%, a R$ 49,62 por saca).
Quanto à média ponderada das regiões paranaenses, refletida no indicador Cepea/Esalq, houve aumento de 3,76% no período, fechando a R$ 46,96 por saca na última sexta, dia 15.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Malásia abre mercado para carne bovina


O governo da Malásia autorizou a exportação de carne bovina brasileira para aquele país anunciou, hoje, o Ministério da Agricultura (Mapa). Dois frigoríficos estão habilitados a embarcar o produto, o Marfrig e o Minerva, ambos de São Paulo. Também está permitida a exportação de carne de peru.  Uma planta do frigorífico Mabella já está habilitada para este fim.

Conforme Otávio Cançado, diretor do departamento de negociações sanitárias e fitosanitárias do Mapa, os embarques podem começar imediatamente. A exigência de que as plantas se dediquem exclusivamente ao abate Halal reduziu a participação de frigoríficos de carne bovina nesta primeira etapa da negociação, explica o diretor.

Em setembro, uma missão do governo malásio deve vir ao Brasil para ministrar um curso para as 17 plantas de aves que não foram aprovadas em quesitos religiosos do abate. “A intenção é que nesta visita sejam feitas novas inspeções para a inclusão de mais plantas de abate de bovinos”, projeta Cançado. Isso dependerá de o setor indicar novas unidades de abate que se encaixem nas exigências daquele país. Cançado avalia que a habilitação de plantas brasileiras pela Malásia é importante, pois facilitará o acesso a outros mercados, especialmente devido à complexa legislação do ponto de vista sanitário e religioso do país.

Um destes mercados é a Indonésia, que já liberou a entrada de carne brasileira de peru e pato. No caso da carne bovina, diz o dirigente, o poder executivo do país reconhece o sistema de habilitação por regiões praticado no Brasil. No entanto, a suprema corte local considera a legislação inconstitucional.

Antenor Nogueira, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil(CNA), destacou que a Malásia tem uma demanda significativa, estimada em 300 mil toneladas/ano, e é um mercado de alto valor para a carne brasileira. “A Malásia é para a Ásia como o Porto de Rotterdam, (na Holanda) é para a Europa. Então, para o Brasil, essa abertura de mercado é de suma importância”, avalia.

Conforme o dirigente, o mercado asiático é exigente, o que certifica a qualidade das carnes brasileiras. “Isso traz destaque para os frigoríficos que atendem este mercado e agrega valor ao produto exportado, já que eles costumam adquirir cortes nobres”, salienta

domingo, 24 de julho de 2011

Agricultores retomam criação do bicho-da-seda



Proprietário de um lote de 5 mil metros quadrados na Vila Rural Esperança, localizada próxima à PR-463, entre Nova Esperança (a 46 quilômetros de Maringá) e Uniflor, o agricultor Dorival Alves dos Santos replantou toda a área com sete variedades de amora e, saindo dos limites do sítio, estendeu a cultura até as margens da rodovia, inclusive do outro lado.
Os vizinhos deles tomaram atitude semelhante. O mais curioso, no entanto, é que há menos de um ano esses mesmos produtores anunciaram que deixariam a criação do bicho-da-seda, porque estavam pagando para trabalhar.
A produção de casulos foi um dos primeiros setores da economia a sentir os reflexos da crise econômica que em 2008 atingiu praticamente todo o planeta. Centenas de produtores da área conhecida como Vale da Seda, formada por 29 municípios da região de Maringá, resolveram desistir da atividade.
Em Nova Esperança, por exemplo, município considerado o principal produtor de casulos verdes no Ocidente, mais da metade dos 1,3 mil produtores até 2008 migraram para outros segmentos e muitos deixaram a roça para trabalhar como empregados na cidade.
Os reflexos positivos no campo atualmente já podem ser sentidos também nas cidades, com projetos de empresas para produzir confecções utilizando a seda como matéria-prima.
"A seda voltou a ser uma das melhores opções para a agricultura familiar e reassume a posição de destaque na economia do noroeste do Paraná", avalia o gerente da Câmara Técnica da Seda no Paraná, Oswaldo da Silva Pádua, técnico da Emater em Nova Esperança. A reviravolta deve-se à redução da produção em países do Oriente e a consequente elevação do preço do casulo verde.
Muitos dos sericicultores que revelaram pretender deixar o segmento já refizeram os plantios de amora e alguns dos que haviam abandonado a criação de bicho-da-seda aos poucos retomam a atividade. Segundo Pádua, na região de Nova Esperança "além da volta de muitos que saíram, há também proprietários rurais que nunca se interessaram pelo bicho-da-seda e agora ingressam no ramo".
Considerado um produtor modelo, Seiu Nagamine, 62 anos, já replantou toda a fazenda dele com uma variedade de amora apropriada para o clima do Arenito Caiuá e fez a encomenda dos ovos para oito criadas de setembro próximo a março de 2012.




































Em Nova Esperança, por exemplo, município considerado o principal produtor de casulos verdes no Ocidente, mais da metade dos 1,3 mil produtores até 2008 migraram para outros segmentos e muitos deixaram a roça para trabalhar como empregados na cidade.
Os reflexos positivos no campo atualmente já podem ser sentidos também nas cidades, com projetos de empresas para produzir confecções utilizando a seda como matéria-prima.
"A seda voltou a ser uma das melhores opções para a agricultura familiar e reassume a posição de destaque na economia do noroeste do Paraná", avalia o gerente da Câmara Técnica da Seda no Paraná, Oswaldo da Silva Pádua, técnico da Emater em Nova Esperança. A reviravolta deve-se à redução da produção em países do Oriente e a consequente elevação do preço do casulo verde.
Muitos dos sericicultores que revelaram pretender deixar o segmento já refizeram os plantios de amora e alguns dos que haviam abandonado a criação de bicho-da-seda aos poucos retomam a atividade. Segundo Pádua, na região de Nova Esperança "além da volta de muitos que saíram, há também proprietários rurais que nunca se interessaram pelo bicho-da-seda e agora ingressam no ramo".
Considerado um produtor modelo, Seiu Nagamine, 62 anos, já replantou toda a fazenda dele com uma variedade de amora apropriada para o clima do Arenito Caiuá e fez a encomenda dos ovos para oito criadas de setembro próximo a março de 2012.