domingo, 21 de agosto de 2011

China oferecerá subsídios para impulsionar produção de grãos


A medida vem em meio à seca que atinge as principais áreas produtoras de trigo desde outubro, começando um mês mais cedo que a severa estiagem de 2008

"Manter um aumento estável da produção de grãos tem um significado importante para gerenciar as expectativas de inflação, estabilizando o preço geral de consumo e realizando o rápido e estável crescimento econômico, assim como a harmonia social e a estabilidade", disse a rádio, citando um encontro do conselho estatal presidido pelo premiê Wen Jiabao.

A medida vem em meio à seca que atinge as principais áreas produtoras de trigo desde outubro, começando um mês mais cedo que a severa estiagem de 2008. Até quarta-feira, mais de 6,67 milhões de hectares de trigo em oito áreas produtoras, que respondem por 80% da produção total chinesa, são afetadas pela seca, disse a rádio estatal.

A China plantou 24,32 milhões de hectares em 2010, uma safra que será colhida em maio de 2011, de acordo com a última previsão do Centro Nacional de Informação de Grãos e Óleos.O governo vai oferecer subsídios, que devem cobrir principalmente trigo, arroz e milho, para aliviar o efeito da seca e no auxílio à aplicação de fertilizantes e pesticidas, disse a rádio.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Incra investe R$ 4,8 milhões em 320 casas em projetos ambientais diferenciados no Amazonas


No PAE Costa do Caldeirão, estão sendo construídas 306 casas, com madeira certificada, proveniente de projetos de manejo, no valor de R$ 4,59 milhões, considerando o valor unitário de R$ 15 mil. Trinta delas estão em fase de acabamento e a entrega deverá ocorrer de maneira escalonada, de acordo com a conclusão das casas.

Já no PDS Nova Esperança, a experiência é pioneira, pois as 14 casas que estão sendo construídas lá são de alvenaria. O valor unitário é o mesmo, R$ 15 mil. O total do investimento em habitação no projeto é de R$ 210 mil.

As casas medem 42 metros quadrados, com varanda, sala, cozinha, dois quartos, banheiro interno fibrado (quando madeira) e fossa biológica (na várzea e artesiana em terra firme) e kit pro-chuva para o aproveitamento das águas pluviais.

Por força de um Termo de Ajustamento Conduta, assinado entre o Incra/AM e a Fundação de Vigilância e Saúde (FVS), todas as janelas são teladas para prevenir contra a malária.

Projetos ambientais diferenciados

Os Projetos de Assentamento Agro-extrativista (PAE) e de Desenvolvimento Sustentável (PDS) são projetos de assentamento especiais implantados pelo Incra, onde o foco é a preservação do meio ambiente.

São diferenciados por se preocuparem com o uso racional e sustentável dos recursos naturais. Neles, as atividades a serem desenvolvidas pelos assentados estão baseadas na extração de recursos naturais e no respeito ao ecossistema, com a implantação do manejo sustentável e com a preservação de reservas de matas primárias, por exemplo.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Três audiências públicas do Terra Legal definem prioridades no Sul do Amazonas





"O sul do Amazonas é a região de maior demanda por regularização fundiária do estado e uma das prioritárias na atuação do programa na Amazônia", define o coordenador do Programa Terra Legal Amazônia no estado, Luiz Antônio Nascimento. A coordenação nacional se deslocou até a região para iniciar o trabalho de regularização fundiária em Humaitá, Manicoré e Apuí, municípios localizados no Território da Cidadania Madeira.
A demanda nessa região aparece principalmente a partir da abertura das rodovias Transamazônica e BR-319 na década de 1970. Com a migração de pessoas de todos os estados brasileiros a disputa por terras se acirrou. "Há 30 anos o governo não encarava a questão da regularização fundiária com tanta ênfase", completa Luiz Antônio.  Humaitá foi o primeiro município visitado e está localizado no entroncamento das duas rodovias, regiões prioritárias na atuação do Terra Legal.
A audiência pública em Humaitá, na quarta-feira, 19, esclareceu os passos e prioridades do programa no Sul do Amazonas. O coordenador nacional, Carlos Guedes, falou da importância da participação da comunidade para dar transparência ao processo de regularização fundiária. "Viemos aqui iniciar o trabalho com vocês porque são vocês que conhecem quem tem direito ao título e quem não tem".


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O quadro da safrinha 2012 vai se definindo na medida em que a colheita avança e os níveis de produção serão apontados nas próximas semanas


Milho 
O relatório de intenção de plantio de SAFRAS & Mercado aponta uma expansão de plantio da ordem de 5% na safra de verão, totalizando 5,15 milhões de hectares.

"Com uma ótima comercialização em 2011, os produtores estão tendendo a optar pela melhor tecnologia e isto trará bons sinais para a produtividade na safra de verão. Um plantio de safrinha apenas normal no próximo ano, com crescimento de 5,4%, tende a refletir o quadro favorável de preços em 2011 e o perfil de plantio da soja possivelmente mais precoce a partir de setembro. Estas duas configurações nos levam a uma safra potencial de 61,8 milhões de toneladas para 2012", avalia o analista de SAFRAS, Paulo Molinari.

"Naturalmente, o fator clima continuará preponderante e novamente em um ano de La Nina, já que os mapas climáticos vão confirmando a permanência do fenômeno até abril do próximo ano, pelo menos", completa.
 
  • Mais sobre Milho

O milho (Zea mays) é um conhecido cereal cultivado em grande parte do mundo. O milho é extensivamente utilizado como alimento humano ou ração animal, devido às suas qualidades nutricionais.
Todas as evidências científicas levam a crer que seja uma planta de origem americana, já que aí era cultivada desde o período pré-colombiano. É um dos alimentos mais nutritivos que existem, contendo quase todos os aminoácidos conhecidos, sendo exceções a lisina e o triptofano.
Tem um alto potencial produtivo, e é bastante responsivo à tecnologia. Seu cultivo geralmente é mecanizado, se beneficiando muito de técnicas modernas de plantio e colheita. A produção mundial de milho chegou a 600 milhões de toneladas em 2004.
O milho é cultivado em diversas regiões do mundo. O maior produtor mundial são os Estados Unidos. No Brasil, que também é um grande produtor e exportador, Paraná é o estado maior produtor com mais de 50% do todal da região sul, seguido de São Paulo que juntos são os estados líderes na produção.
Atualmente somente cerca de 5% de produção brasileira se destina ao consumo humano e, mesmo assim, de maneira indireta na composição de outros produtos. Isto se deve principalmente à falta de informação sobre o milho e à ausência de uma maior divulgação de suas qualidades nutricionais, bem como aos hábitos alimentares da população brasileira, que privilegia outros grãos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A Embrapa Agroenergia de Brasília identifica variedade de pinhão-manso (Jatropha curcas) atóxica que pode ser utilizada na alimentação animal.


Pinhão manso
A pesquisa com os testes da variedade de pinhão-manso começa no campo experimental, passa pelo laboratório e termina na fazenda da Universidade de Brasília.
A torta produzida a partir da variedade atóxica foi usada na preparação de rações em substituição ao farelo de soja e os animais apresentaram ganhos de peso e qualidade de carcaça.
 Os projetos da Embrapa Agroenergia seguem duas linhas para viabilizar o uso da torta de pinhão-manso: encontrar materiais genéticos em que a toxina não esteja presente e usar processos industriais na destoxificação da torta.
 O pinhão-manso é uma espécie bastante pesquisada em todo o mundo pelo que apresenta como alternativa na produção de biodiesel.
A torta, que é o resíduo da extração do óleo (62% do peso ), não podia ser usada na alimentação de animais devido à presença de substancia tóxicas. Com este novo processo industrial a torta dessa oleaginosa pode ser utilizada em rações, o que aumenta o potencial da cultura. Para a cadeia do biodiesel ser sustentável é preciso utilizar todas as partes da planta, tanto o óleo quanto os subprodutos gerados.
 Segundo o diretor da Nòvabra Energia, Pedro C. Burnier, com a destoxificação da torta a empresa poderá no futuro próximo aumentar significativamente o preço do grão pago ao produtor uma vez que este subproduto passa a ter um grande valor agregado. O processo de destoxificacao esta em fase de finalização .
 Vale destacar que aqui no Espírito Santo, 480 produtores participam de programa de fomento do pinhão-manso e a meta da empresa é que esse número chegue a 5.000 participantes em 25 municípios da região norte e noroeste do Espírito Santo além do Leste de Minas.
Além disso, no Polo do Pinhão-manso, localizado em Colatina, onde será construída a indústria de extração do óleo da semente do pinhão, a indústrira terá capacidade de produzir 50 mil toneladas de óleo por ano, processando 150 mil toneladas de grãos de pinhão.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Preço do leite cai, mas tendência é estabilizar e subir


O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina, Faesc, Nelton Rogério de Souza, mostra que a queda era previsível, em razão do aumento da produção interna e da importação. Outro fator foi a queda geral nos preços do queijo - principal produto lácteo derivado - no varejo barriga-verde. Entretanto, o dirigente prevê que em março o preço ficará estável e em abril iniciará a escalada de aumento.
Nelton explica que as importações de leite do Mercosul nos últimos meses foram responsáveis pela queda no preço, mas, agora, estão sendo reduzidas porque os preços internacionais do leite em pó estão aumentando. Assim, está se tornando antieconômico importar. Por outro lado, a aproximação do inverno assinala um período de maior consumo e menor oferta. Em outra matéria, o Economia SC apontou expansão de outras empresas neste setor.
O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite (Conseleite), do qual fazem parte a Faesc e o Sindileite, anunciou hoje os preços de referência da matéria-prima projetados para este mês de fevereiro, com redução de 1,08%.
Os valores foram fixados assim: o leite acima do padrão ficou em R$ 0,6922, o leite-padrão em R$ 0,6019 e o leite abaixo do padrão em R$ 0,5472. Dos quase 2 bilhões de litros de leite produzidos anualmente, em Santa Catarina, 35% estão acima do padrão e 65% estão no padrão ou abaixo. Essa projeção será confirmada ou reajustada na próxima reunião mensal do Conseleite, no dia 17 de março, ocasião em que serão anunciados os números definitivos de fevereiro e a projeção dos valores para março.

  • Origens


A Faesc não tem dúvidas: crise do setor leiteiro decorre das importações predatórias de lácteos, pois foram revogadas as licenças de importações não automáticas do Uruguai, facilitando a entrada de produtos no Brasil.
A liberação do mercado brasileiro de lácteos ao Uruguai faz de um acordo firmado no início de 2010, entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Mujica. O Uruguai se comprometeu a retirar as restrições sanitárias impostas à carne de frango brasileira em troca da livre exportação de lácteos ao Brasil. Ao contrário do presidente do Brasil, o representante do país vizinho, para preservar o mercado local, estabeleceu cotas de participação para o ingresso da carne de frango brasileira no Uruguai. Os lácteos uruguaios, porém, têm acesso livre ao Brasil.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Senadores aprovam prazo de dois anos para registro de agrotóxicos


Agrotóxico
A matéria também prevê a suspensão e o cancelamento do registro caso a fabricação e a venda não comecem no período definido pelo projeto. Segundo a senadora, o objetivo da proposta é alterar a legislação vigente, que não define prazos para a fabricação e a venda destes insumos. A proposta segue agora para a Câmara dos Deputados.
Ao defender a proposta, a senadora Kátia Abreu afirma que há alta concentração no segmento, prejudicando a ampliação da concorrência. “A oferta de mais defensivos no mercado poderá baratear os custos de produção da atividade rural”, explicou. Afirma, também, que há muitas empresas que registram seus produtos, mas não os disponibilizam no mercado, preocupando-se apenas com seu valor comercial. “O registro serve mais para compor o ativo patrimonial do que para incrementar a concorrência. É uma estratégia das empresas”, justifica a presidente da CNA.
O relator do PLS na CRA, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), encaminhou parecer favorável à aprovação do texto. Ele destacou a iniciativa da senadora Kátia Abreu e disse acreditar que a fixação de prazo para produção de agrotóxicos vai acelerar a disponibilização de novos produtos e contribuir para a competitividade da agropecuária brasileira. Há três semanas, a matéria foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde a relatora foi a senadora Ana Amélia (PP-RS).
Na avaliação da presidente da CNA, a baixa disponibilidade de produtos comercializados é um dos vários problemas enfrentados pelos produtores rurais em relação aos insumos, que estão entre os itens que mais pesam nos custos de produção da agricultura. A senadora Kátia Abreu afirma que as seis maiores empresas de agrotóxicos no País controlam 85% do mercado. O Brasil, hoje, responde por 16% do mercado mundial, movimentando cerca de US$ 7,2 bilhões.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

CMN dá benefícios a criador de suíno e a produtor de arroz



Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou ontem a concessão de vários benefícios a produtores de arroz e a criadores de suínos. O CMN permitiu a renegociação de investimentos, custeio e Empréstimos do Governo Federal (EGF), além de dar prazos adicionais para quitação de contratos, renegociar saldos devedores e da Linha de Crédito Especial (LEC).
Os financiamentos do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) receberam prazo adicional de 12 meses após a data prevista de vencimento para quitação. Serão beneficiados os produtores cuja renda seja predominantemente oriunda da produção de arroz ou da suinocultura.
O custeio da safra 2010/11, contratado pelo Pronaf e o Pronamp, poderá ser renegociado em até cinco parcelas anuais. Operações já prorrogadas de safras anteriores ganharam mais 12 meses após a data inicial para pagamento.
Os EGFs para a safra de arroz de 2009/2010 terão um desconto de 50% do valor e serão pagos em duas parcelas anuais com o primeiro vencimento em 2012.
Para ajudar os produtores de suínos, o CMN inclui na LEC a comercialização de animais vivos com preço de referência de R$ 1,74 por quilo. O limite de crédito será de R$ 1,3 milhão por produtor, mantido o limite de R$ 40 milhões por agroindústria.
"No caso do arroz, a prorrogação das dívidas reforça as medidas de sustentação de renda ao produtor, que vêm dando efeito positivo nas últimas semanas", destaca o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz.
O CMN também autorizou, para o Programa de Sustentação de Investimentos (PSI), a renegociação dos investimentos de produtores de arroz e criadores de suínos em programas do BNDES com vencimento neste ano.
O Pronaf sofreu ajustes em suas normas para facilitar a extensão da concessão de prazo adicional para pagamentos até o fim de novembro de 2011, além de parcelamento dos débitos, vencidos e não pagos, em maio e junho deste ano.
As mudanças, segundo voto divulgado no início da noite de ontem, ajudarão agricultores familiares que tiveram prejuízos em decorrência de estiagem em todos os Estados da Região Sul, de Mato Grosso do Sul e de São Paulo. Produtores prejudicados por enchentes no Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte também serão beneficiados.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Demanda interna e baixos estoques impulsionam preços da soja



As cotações da soja no Brasil seguem em alta e as negociações estiveram mais aquecidas na semana passada, apesar de vendedores brasileiros ainda estarem cautelosos após as retrações de preços em junho. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os valores ofertados por compradores e pedidos por vendedores estão mais próximos, favorecendo a liquidez. A principal influência veio da demanda interna pela soja, num momento em que os estoques brasileiros estão baixos.
Em termos mundiais, ainda há especulação quanto ao tamanho da safra norte-americana e ao ritmo de compras da China. Entre 8 e 15 de julho, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o produto transferido no porto de Paranaguá subiu 3,04%, finalizando a US$ 31,51 por saca de 60 quilos (em moeda nacional, o indicador teve alta de 3,74%, a R$ 49,62 por saca).
Quanto à média ponderada das regiões paranaenses, refletida no indicador Cepea/Esalq, houve aumento de 3,76% no período, fechando a R$ 46,96 por saca na última sexta, dia 15.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Malásia abre mercado para carne bovina


O governo da Malásia autorizou a exportação de carne bovina brasileira para aquele país anunciou, hoje, o Ministério da Agricultura (Mapa). Dois frigoríficos estão habilitados a embarcar o produto, o Marfrig e o Minerva, ambos de São Paulo. Também está permitida a exportação de carne de peru.  Uma planta do frigorífico Mabella já está habilitada para este fim.

Conforme Otávio Cançado, diretor do departamento de negociações sanitárias e fitosanitárias do Mapa, os embarques podem começar imediatamente. A exigência de que as plantas se dediquem exclusivamente ao abate Halal reduziu a participação de frigoríficos de carne bovina nesta primeira etapa da negociação, explica o diretor.

Em setembro, uma missão do governo malásio deve vir ao Brasil para ministrar um curso para as 17 plantas de aves que não foram aprovadas em quesitos religiosos do abate. “A intenção é que nesta visita sejam feitas novas inspeções para a inclusão de mais plantas de abate de bovinos”, projeta Cançado. Isso dependerá de o setor indicar novas unidades de abate que se encaixem nas exigências daquele país. Cançado avalia que a habilitação de plantas brasileiras pela Malásia é importante, pois facilitará o acesso a outros mercados, especialmente devido à complexa legislação do ponto de vista sanitário e religioso do país.

Um destes mercados é a Indonésia, que já liberou a entrada de carne brasileira de peru e pato. No caso da carne bovina, diz o dirigente, o poder executivo do país reconhece o sistema de habilitação por regiões praticado no Brasil. No entanto, a suprema corte local considera a legislação inconstitucional.

Antenor Nogueira, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil(CNA), destacou que a Malásia tem uma demanda significativa, estimada em 300 mil toneladas/ano, e é um mercado de alto valor para a carne brasileira. “A Malásia é para a Ásia como o Porto de Rotterdam, (na Holanda) é para a Europa. Então, para o Brasil, essa abertura de mercado é de suma importância”, avalia.

Conforme o dirigente, o mercado asiático é exigente, o que certifica a qualidade das carnes brasileiras. “Isso traz destaque para os frigoríficos que atendem este mercado e agrega valor ao produto exportado, já que eles costumam adquirir cortes nobres”, salienta

domingo, 24 de julho de 2011

Agricultores retomam criação do bicho-da-seda



Proprietário de um lote de 5 mil metros quadrados na Vila Rural Esperança, localizada próxima à PR-463, entre Nova Esperança (a 46 quilômetros de Maringá) e Uniflor, o agricultor Dorival Alves dos Santos replantou toda a área com sete variedades de amora e, saindo dos limites do sítio, estendeu a cultura até as margens da rodovia, inclusive do outro lado.
Os vizinhos deles tomaram atitude semelhante. O mais curioso, no entanto, é que há menos de um ano esses mesmos produtores anunciaram que deixariam a criação do bicho-da-seda, porque estavam pagando para trabalhar.
A produção de casulos foi um dos primeiros setores da economia a sentir os reflexos da crise econômica que em 2008 atingiu praticamente todo o planeta. Centenas de produtores da área conhecida como Vale da Seda, formada por 29 municípios da região de Maringá, resolveram desistir da atividade.
Em Nova Esperança, por exemplo, município considerado o principal produtor de casulos verdes no Ocidente, mais da metade dos 1,3 mil produtores até 2008 migraram para outros segmentos e muitos deixaram a roça para trabalhar como empregados na cidade.
Os reflexos positivos no campo atualmente já podem ser sentidos também nas cidades, com projetos de empresas para produzir confecções utilizando a seda como matéria-prima.
"A seda voltou a ser uma das melhores opções para a agricultura familiar e reassume a posição de destaque na economia do noroeste do Paraná", avalia o gerente da Câmara Técnica da Seda no Paraná, Oswaldo da Silva Pádua, técnico da Emater em Nova Esperança. A reviravolta deve-se à redução da produção em países do Oriente e a consequente elevação do preço do casulo verde.
Muitos dos sericicultores que revelaram pretender deixar o segmento já refizeram os plantios de amora e alguns dos que haviam abandonado a criação de bicho-da-seda aos poucos retomam a atividade. Segundo Pádua, na região de Nova Esperança "além da volta de muitos que saíram, há também proprietários rurais que nunca se interessaram pelo bicho-da-seda e agora ingressam no ramo".
Considerado um produtor modelo, Seiu Nagamine, 62 anos, já replantou toda a fazenda dele com uma variedade de amora apropriada para o clima do Arenito Caiuá e fez a encomenda dos ovos para oito criadas de setembro próximo a março de 2012.




































Em Nova Esperança, por exemplo, município considerado o principal produtor de casulos verdes no Ocidente, mais da metade dos 1,3 mil produtores até 2008 migraram para outros segmentos e muitos deixaram a roça para trabalhar como empregados na cidade.
Os reflexos positivos no campo atualmente já podem ser sentidos também nas cidades, com projetos de empresas para produzir confecções utilizando a seda como matéria-prima.
"A seda voltou a ser uma das melhores opções para a agricultura familiar e reassume a posição de destaque na economia do noroeste do Paraná", avalia o gerente da Câmara Técnica da Seda no Paraná, Oswaldo da Silva Pádua, técnico da Emater em Nova Esperança. A reviravolta deve-se à redução da produção em países do Oriente e a consequente elevação do preço do casulo verde.
Muitos dos sericicultores que revelaram pretender deixar o segmento já refizeram os plantios de amora e alguns dos que haviam abandonado a criação de bicho-da-seda aos poucos retomam a atividade. Segundo Pádua, na região de Nova Esperança "além da volta de muitos que saíram, há também proprietários rurais que nunca se interessaram pelo bicho-da-seda e agora ingressam no ramo".
Considerado um produtor modelo, Seiu Nagamine, 62 anos, já replantou toda a fazenda dele com uma variedade de amora apropriada para o clima do Arenito Caiuá e fez a encomenda dos ovos para oito criadas de setembro próximo a março de 2012.